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Caminhão fantasma do mergulhão

 

A prefeitura de Niterói divulgou, em pleno feriado de 1º de maio, uma nota bisonha para tentar acalmar a população, assustada com a divulgação de imagens de novas rachaduras na estrutura do mergulhão da Rua Marquês de Paraná. “A rachadura apresentada na entrada da passagem subterrânea é consequência do choque de um caminhão-baú que desrespeitou a sinalização sobre limite de altura”, afirma a nota oficial.

 

A altura máxima permitida no Brasil para veículos de carga – portanto, o limite dos maiores modelos nacionais de caminhões – é de 4,40 metros, ou seja, 10 centímetros a menos da altura do mergulhão Ângela Fernandes, de 4,50 metros. A nota não informa que veículo excepcionalmente alto – acima do limite estabelecido pelo DNIT – teria causado o abalo e tampouco como o acidente, cujas proporções teriam inevitavelmente causado interdição da via por longo tempo, passou despercebido de todos.

 

Afinal, esse gigantesco caminhão fantasma, ao colidir com a viga do mergulhão, não poderia prosseguir em sua trajetória. Teria que retornar de marcha-ré, contando que não houvesse, na principal artéria da cidade, nenhum veículo atrás, até efetuar uma mirabolante manobra de retorno pelo cruzamento da Rua Coronel Gomes Machado ou seguido pela lateral do túnel, pegando a Av. Amaral Peixoto. Mas quem presenciou tudo isso? Como a prefeitura foi informada desse acidente? Se foi um agente público, onde está registrada a infração de trânsito? Qual a placa do mamute?

 

O redator da nota que zomba da inteligência do cidadão niteroiense também não explica como um impacto desse tipo, capaz de causar uma rachadura completa em uma viga de concreto, não deixou marcas visíveis na estrutura. Nenhum arranhão frontal que denote a batida do veículo no concreto. Não é preciso ser Sherlock Holmes ou perito criminal para perceber que a explicação inverossímil da assessoria de imprensa da prefeitura não se sustenta.

 

Ao contrário dos demais jornais da cidade – salvo raríssimas exceções –, beneficiários das seletivas verbas de publicidade da prefeitura, cuja última licitação, no valor de R$ 15 milhões, está sendo questionada pelo TCE, o TODA PALAVRA vem denunciando desde o ano passado o descaso do município diante das falhas estruturais da obra, apontadas em laudos técnicos periciais do Ministério Público Estadual. As matérias podem ser consultadas através das versões digitais das edições impressas do jornal.

 

Antes de deixar o caso, em janeiro deste ano, o promotor Fabricio Rocha Bastos ajuizou ação pedindo, entre outras medidas, a interdição imediata da laje sobre o mergulhão para o tráfego de ônibus e caminhões. Em sua petição, que ainda não recebeu uma decisão judicial definitiva, o promotor chegou a fazer apelos dramáticos:

 

“A segurança na estrutura do mergulhão está comprometida, pois a manutenção é deficiente. Não queremos que o local seja palco de uma tragédia maior, com vítimas fatais. É evidente que a segurança do local deve ser mantida”.

 

 

Leia as denúncias sobre o descaso do mergulhão publicadas nas edições impressas do TODA PALAVRA:

 

 

 

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