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Sandro pede exoneração de Chagas

O vereador niteroiense Sandro Araújo (PPS) pediu, nesta quarta-feira (23/05), no Plenário da Câmara Municipal, a exoneração do secretário de Ordem Pública, coronel PM Gílson Chagas, um dia após os incidentes de violência, protagonizados por guardas municipais, durante manifestação de professores grevistas, no Centro da Cidade. Sandro destacou o uso excessivo da força, por parte dos agentes públicos, que terminaram atacando até mesmo jornalistas. O fotógrafo Marcello Almo, do jornal A Tribuna, teve seu equipamento quebrado e foi atingido por spray de pimenta.

 

Mas a fúria dos guardas municipais também foi dirigida aos professores, que, dia 21, haviam ocupado o andar da administração municipal, onde fica o gabinete do prefeito Rodrigo Neves, em uma tentativa de retomar as negociações. Na pauta dos grevistas, além de recuperação de perdas salariais pela inflação, também está a incorporação de adicionais ao salário (beneficiando também os aposentados do sistema) e o enquadramento por formação, já que, segundo os manifestantes, recém-concursados de nível superior estão sendo remunerados como se tivessem nível médio.

 

- Toda manifestação é legítima em um Estado Democrático de Direito e a repressão violenta só alimenta a intolerância. Portanto, vou investigar a denúncia dos jornalistas, que foram agredidos, e enviarei um ofício ao secretário (Gílson Chagas), cobrando explicações sobre o ocorrido de forma detalhada, inclusive com cronograma de acontecimentos, se possível com os depoimentos dos agentes envolvidos. Já passou a hora de promovermos uma mudança profunda na Secretaria de Ordem Pública de Niterói - afirma Sandro Araújo, que também é policial federal.

 

Truculência já conhecida

 

Este não é o primeiro caso do uso de força excessiva por guardas municipais de Niterói. Em dezembro, o TODA PALAVRA publicou denúncia de que líderes da sociedade civil e camelôs, que realizavam manifestação em frente à estação das Barcas, teriam sido sequestrados e espancados por agentes públicos, segundo eles próprios informaram à Polícia. A ação repressiva, na época, foi comandada pessoalmente por Gílson Chagas, que chegou a dar uma “gravata” em um manifestante.

 

Além das agressões registradas em vários vídeos gravados pelos ambulantes, o presidente da ACANIT – organização que defende os camelôs –, Fábio Luiz, e o chefe de gabinete do vereador Leonardo Giordano (PC do B), Marcos Rodrigo, teriam sido sequestrados por agentes públicos municipais.

 

Depois de lançados dentro de uma picape cabine dupla da Guarda Municipal, os ativistas, que participavam do protesto dos ambulantes naquela tarde, não foram diretamente conduzidos a uma Delegacia de Polícia, como seria natural no caso de uma prisão. A viatura da GM, segundo eles, seguiu para Icaraí, dando a entender que tomaria o caminho da Região Oceânica, quando Marcos Ribeiro se identificou como chefe de gabinete do vereador, o que, segundo ele, teria determinado uma mudança nos planos dos guardas que os conduziam.

 

 - Pode-se dizer que fomos vítimas de um sequestro-relâmpago – definiu Marcos Rodrigues na época, e proseguiu – Quando já estávamos em Icaraí, perguntei para onde estavam nos levando e responderam que iríamos “dar um passeio”. Protestei e pedi para parar o carro que iríamos descer. Quiseram nos algemar. Foi quando me identifiquei e disse para eles que, mesmo sabendo que estavam cumprindo ordens, aquilo não iria acabar bem. Aí percebi que eles ficaram preocupados. Disse que gostaria de descer para ir a uma delegacia e nos deixaram próximos à 79ª DP.


Marcos Rodrigo acabou sendo lançado dentro da viatura, ainda na manifestação, porque foi em socorro de Fábio Luiz, que havia sido colhido de dentro do protesto pelo próprio secretário Gílson Chagas e levado para a picape. Ao tentar defender o líder dos camelôs, ele também acabou sendo levado pelos guardas municipais, a mando do coronel Chagas.

 

Depois do “passeio” e após serem deixado na Avenida Amaral Peixoto, Marcos e Fábio seguiram a pé espontaneamente até a 76ª DP com o objetivo de prestar queixa voluntariamente contra os agentes da Prefeitura. Eles já estavam na delegacia quando, dez minutos depois, segundo Marcos, chegou o secretário Gílson Chagas, exigindo que lhe entregassem suas identidades.

 

- O Fábio se recusou a entregar a identidade porque éramos nós quem iríamos registrar a ocorrência. Um inspetor de polícia disse que deveríamos entregar as identidades porque estávamos sendo conduzidos pela autoridade policial. Protestamos e dissemos que entramos lá por livre e espontânea vontade. Foi aí que tentamos sair da delegacia e começou a confusão. O secretário agarrou o Fábio, dando-lhe uma “gravata”, e gritou para que os policiais fechassem a porta – narrou Marcos Rodrigo.

 

Àquela altura, advogados e parlamentares, como os vereadores Leonardo Giordano e Talíria Petrone (PSOL), já haviam se dirigido à delegacia, mas, com as portas fechadas, não puderam entrar.

- Foram dez minutos de agressões – disse o chefe de gabinete.

Com a intervenção dos parlamentares e advogados, acalmados os ânimos, Marcos e Fábio prestaram depoimento, denunciando terem sido vítimas de agressões. Também foram à delegacia os vereadores Paulo Eduardo (PSOL) e Pipico (PT). Os manifestantes agredidos foram submetidos a exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

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