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A Educação nocauteada

June 19, 2018

Em entrevista a André Antunes, publicada no site da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, o professor do Programa de Pós Graduação de Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Gaudêncio Frigotto (foto), traçou um cenário catastrófico da Educação no Brasil, como resultado dos dois anos do governo Temer. Segundo ele, a Educação foi "nocauteada" nesse período e sofreu um retrocesso de 70 anos.

 

- Ele representou o maior retrocesso dos últimos 70 anos ou mais. Por duas razões. Uma que diz respeito à Emenda Constitucional 95, que visa exatamente não fazer mais nenhum investimento além de repor a inflação em toda a esfera pública por 20 anos. E a gente vê que nesses dois anos as áreas mais atingidas foram a educação e saúde. E agora mesmo, para subsidiar o diesel, ao invés de criar um imposto das grandes fortunas, uma auditoria da dívida pública, enfim, aquilo que a sociedade organizada luta há décadas, ele vai cortar da educação e saúde. É um retrocesso que tem consequências brutais a médio e longo prazo- afirmou o professor.

 

Gaudêncio também lamentou a chamada reforma do ensino médio:

 

- O outro retrocesso é a contrarreforma do ensino médio, que dividiu a formação em itinerários. Na verdade a maioria absoluta dos 5.570 municípios tem uma escola, então não é verdade que o aluno vai poder escolher. Vão oferecer uma ou duas opções de itinerários. Segundo, os estudantes são muito jovens para uma escolha que vai definir o restante da sua vida acadêmica: 40% daqueles que hoje que entram em uma universidade desistem do curso que escolheram no primeiro ano. Você vai mandar um jovem escolher com 14, 15 anos? Isso é um absurdo, uma falsificação.

 

O professor da UERJ chamou atenção para o fato de que todas essas medidas foram adotadas por um governo guindado por um golpe parlamentar que depôs a presidente constitucionalmente eleita, Dilma Rousseff e cuja impopularidade é praticamente uma unanimidade.

 

- Portanto - salientou Gaudêncio - é um retrocesso do ponto de vista da expansão, e é um retrocesso do ponto de vista da concepção do que seja a educação básica. E é um governo cuja popularidade está 82% negativa na pesquisa que foi feita essa semana. O que expressa um fracasso do ponto de vista social e um ganho aos oligopólios, às oligarquias, hoje especialmente à oligarquia do capital financeiro, e aos seus testas de ferro no Congresso, no Judiciário, que sustentam este Estado de exceção.

 

Leia a entrevista completa em http://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/entrevista/a-educacao-esta-nocauteada.

 

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