Editor Responsável: Luiz Augusto Erthal.

Redação e Comercial: Rua Santa Clara, 32, Ponta d'Areia, Niterói, RJ

CEP 24040-050 | (21) 2618-2972 | jornaltodapalavra@gmail.com

Os conceitos emitidos nas matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal. As colaborações, eventuais ou regulares, são feitas em caráter voluntário e aceitas pelo jornal sem qualquer compromisso trabalhista. © 2016 Mídia Express Comunicação.

A equipe

Editor Executivo: Luiz Augusto Erthal. Editor Rio: Vanderlei Borges. Editor Niterói: José Messias Xavier. Editores Assistentes: Apio Gomes e Osvaldo Maneschy. Editor de Arte: Augusto Erthal. Financeiro: Márcia Queiroz Erthal. Circulação, Divulgação e logística: Ernesto Guadalupe.

Uma publicação de Mídia Express 
Comunicação e Comércio Ltda.
Rua Santa Clara, 32, Ponta d’Areia, Niterói, Est. do Rio,

Cep 24040-050. 
Tel.: (21) 2618-297

jornaltodapalavra@gmail.com

  • contact_email_red-128
  • Facebook - White Circle
  • Twitter - White Circle

BRT poderá ganhar ônibus elétricos

April 11, 2019

 

Criado para atender com mais conforto e dignidade as populações da Zona Norte e da Zona Oeste do Rio, o sistema BRT transporta diariamente 450 mil passageiros. De um lado, usuários protestam contra as filas caóticas, ônibus superlotados, falta de segurança, ar condicionado que não funciona, pistas irregulares e cheias de remendos. De outro, responsáveis pelo sistema apontam os prejuízos causados por vandalismos nas estações e nos carros. 
A Prefeitura e o Consórcio BRT travam uma queda de braço desde 29 de janeiro, quando o prefeito Marcelo Crivella nomeou um  interventor da Prefeitura no sistema. Em meio a este cenário, o TODA PALAVRA ouviu o interventor, o engenheiro e ex-deputado federal Luiz Alfredo Salomão (foto). Ele adianta que, ao fim da intervenção, deverá recomendar ao prefeito que busque investidores para injetar recursos, assumir obras e trazer mais tecnologia, inclusive com a implantação de ônibus elétricos para cobrir o sistema.


TP – A queda de braço entre a Prefeitura e o consórcio não tem contribuído para resolver os problemas. Quais medidas a Prefeitura avalia tomar de agora em diante?
L.A.S. - A Transoeste, inaugurada em 2012, teve erros calamitosos de projeto e execução. Porém, para solucionar este problema de vez, solicitei à Academia Nacional de Engenharia a elaboração dos termos de referência para a licitação de um projeto de reconstrução de toda a via. Os recursos para a execução da obra terão de ser captados. 
Precisamos aumentar o número de ônibus e reduzir o intervalo entre eles. Visitei uma das maiores empresas do sistema, a Jabour. Dos 91 ônibus da empresa, um terço está na garagem, com problemas. Vamos adotar ações para ajudar as empresas a colocar mais ônibus no sistema e dar mais conforto aos passageiros. 
É lógico que, em dois meses (de intervenção), nem mágica daria jeito a um sistema com problemas tão graves que se acumulam há sete anos. Os passageiros merecem um tratamento melhor, um sistema que cumpra o objetivo para o qual foi criado: encurtar o tempo gasto pelos cariocas no trânsito. Nós vamos fazer isso.
TP – Os passageiros têm muitas queixas. Que resposta a Prefeitura pode dar neste momento?
L.A.S. - Não seria justo pedir que tenham paciência. Nós temos nos reunido com representantes dos usuários para prestar contas do que estamos fazendo e ouvir as reivindicações. Nesses encontros, não fazemos nenhum proselitismo, nada de promessas falsas ou ilusões. 
As reclamações mais numerosas nos últimos dias têm sido a respeito do funcionamento inadequado ou insuficiente do ar condicionado nos ônibus. Espero anunciar em breve ações para reduzir o sofrimento dos passageiros. 
A Intervenção tem autoridade e independência em relação às empresas de ônibus. É muito provável que, ao fim da intervenção, eu recomende ao prefeito Crivella que faça uma licitação e busque investidores para injetar recursos, assumir obras e trazer mais tecnologia. Não faz sentido planejar um transporte público poluente, como se estivéssemos no século passado. Precisamos de ônibus elétricos. Estou estudando o assunto para oferecer sugestões consistentes à Prefeitura. 
TP – O senhor conheceu bem a encampação de empresas de ônibus durante o primeiro governo Brizola. A Prefeitura trabalha com uma possibilidade semelhante, com a intervenção direta na administração dos BRTs?
L.A.S. - Encampar as empresas não está na mira da Prefeitura. No início da Intervenção, diante da resistência dos empresários, chegamos a nos preparar para ampliar a medida aos consórcios que operam todo o sistema de ônibus no Rio. Mas os entraves ao nosso trabalho foram removidos, e, se depender de mim, não haverá queda de braço. A solução é caminharmos juntos para solucionar os problemas dos passageiros e das empresas para que elas, sem mais tardar, voltem a cumprir a obrigação de fornecer os ônibus para o sistema funcionar de forma adequada.

---------

Matéria publicada na edição impressa de abril. Leia a versão digital completa em https://joom.ag/T9fa

Please reload

Leia também:
Please reload