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Câmara vai investigar surto de sífilis em Niterói

August 2, 2019

Renatinho e Paulo Eduardo querem convocar audiência pública para investigar sífilis congênita em Niterói 

 

A Câmara Municipal de Niterói deve investigar o surto de sífilis que atinge a cidade, em especial os casos alarmantes de sífilis congênita, que estariam ligados diretamente a falhas no sistema público de saúde, conforme revelou pesquisa acadêmica publicada na edição impressa de julho do jornal TODA PALAVRA. As comissões de Saúde e de Direitos Humanos da Câmara, presididas respectivamente pelos vereadores Paulo Eduardo Gomes e Renatinho, ambos do PSOL, estudam a convocação de uma audiência pública para analisar as denúncias.

Com média de 11,9 casos de sífilis congênita para cada 1 mil bebês nascidos - quando a taxa máxima aceita pela Organização Mundial de Saúde é de 0,5/1.000 -, Niterói, que ostenta a primeira posição em qualidade de vida do estado e a sétima do país, só trata corretamente 1% dos casos diagnosticados da doença, segundo pesquisa recente da Universidade Federal Fluminense. O estudo feito pela médica Andressa Heringer em sua tese de dissertação de mestrado, baseada na análise das fichas de 754 notificações de sífilis congênita comunicadas ao Sistema Nacional de Atendimento Médico (SINAM) em Niterói, indica que 52,9% dos casos não tiveram tratamento adequado e outros 46,1% sequer foram tratados.

Segundo Paulo Eduardo, as denúncias já foram alvo de questionamentos feitos por ele junto à secretária municipal de saúde, Maria Célia Vasconcellos, em meio às discussões para apreciação do Projeto de Lei 172/2019, de incentivo do pré-natal seguro. Na ausência, porém, de informações conclusivas, a Câmara deve convocar a audiência pública em data que, de acordo com o presidente da Comissão de Saúde, ainda não está definida. Paulo Eduardo disse que ele e Renatinho estão procurando organizar "a melhor audiência pública possível, com a presença prioritariamente de representantes do setor público de saúde".

 

Denúncia ao Ministério Público

 

O trabalho ma mestranda da UFF serviu de base a uma denúncia ao Ministério Público estadual feita pelo médico e pesquisador Mauro Romero Leal Passos, do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) da universidade, em representação também assinada pelo professor Edson Alvisi Neves, da Faculdade de Direito da UFF.
Outro dado grave é que, apesar de 89,6% das gestantes terem feito o pré-natal na rede de saúde do município, segundo a pesquisa, 39,4% dos casos de sífilis só foram diagnosticados no parto. Quando descoberta com a devida antecedência, a doença pode ser tratada de forma a evitar a sua transmissão para a criança.

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