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2,1 milhões para família de ex-mulher de Bolsonaro


Ana Cristina, segunda ex-mulher de Jair Bolsonaro, fazendo campanha em 2018 (Fotos Públicas)

A cada nova descoberta da polícia e do Ministério Público do Rio (MP-RJ) se torna insustentável a defesa dos princípios que embasaram o eleitor brasileiro a votar no clã Bolsonaro nas eleições de 2018, quais sejam, a "pureza ideológica" e o combate à corrupção. Novos documentos da quebra de sigilo bancário obtidos pelo jornal O Globo nas investigações sobre desvios de recursos no esquema das rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) revelam um padrão de operações financeiras entre integrantes da família, agora envolvendo parentes de Ana Cristina Valle, segunda ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. Nesta terça (15), a Procuradoria-Geral da República (PGR) mandou abrir uma apuração sobre "fatos supostamente criminosos" relacionados à movimentação de funcionários (rachadinhas) no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro entre 1991 e 2018.

O padrão desse núcleo familiar investigado no gabinete do filho 01 enquanto deputado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) se refere à retirada de R$ 2,1 milhões dos cofres públicos em 4.294 saques de R$ 500 por oito familiares de Ana Cristina. Todos moradores de Resende, município no Sul do estado, a quase 200 quilômetros da Alerj.

De acordo com o MP-RJ, os familiares da ex-mulher de Jair Bolsonaro “sacavam quase a integralidade dos salários recebidos na Alerj para repassar os valores em espécie a outros integrantes da organização criminosa”.

Uma das funcionárias mais antigas do clã, a fisiculturista Andrea Siqueira Vale só fazia saques em espécie, na mesma quantia e em diversas operações no mesmo dia. Das 1.428 retiradas feitas entre 2007 e 2018, 83,5% (1193) foram no valor de R$ 500.

Outra da família, Fátima Regina Dias Resende, fez 1.326 operações de saques. Destes, 89% foram no valor de R$ 500. Ela é dona de um restaurante em Resende.

O cruzamento das nomeações e exonerações para os gabinetes sugere ainda que o padrão de saques de R$ 500 cessava após a exoneração dessas pessoas.

A ex-mulher do presidente até tentou surfar na onda do bolsonarismo e foi candidata a deputada federal, pelo Podemos, em 2018, com discurso contra a corrupção. Teve 4.555 votos usando o nome Cristina Bolsonaro, mas não se elegeu.

No último dia 31, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do MP-RJ concluiu as investigações sobre o esquema de "rachadinha" - apropriação do salário de funcionários - no gabinete do então deputado Flávio, hoje senador da República. Aguarda-se agora a "tomada de providências" do procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem.


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