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A indústria naval naufraga


O BrasilAmarras, único estaleiro brasileiro produtor de amarras navais, é um dos ameaçados de fechamento em função da redução do conteúdo local, que deverá direcionar as próximas encomendas do setor da Petrobras para a indústria asiática

Vários estaleiros fechados, outros funcionando a meia boca com meia dúzia de funcionários só para manutenção, mesmo os que ainda têm obras, nenhum lembra a pujança de três anos atrás, melhor momento vivido pela indústria naval brasileira. O quadro de terra arrasada, com milhares de trabalhadores desempregados e canteiros de obras vazios, tem sua raiz na política da nova diretoria da Petrobras, nomeada por Michel Temer, de não priorizar a construção de navios e plataformas em diques nacionais.

Responsável por 80% das encomendas à indústria naval local, a Petrobras já anunciou a contratação no exterior de mais sete plataformas, entre as 11 previstas para até 2019. Isto, depois de transferir para a China a construção das plataformas P75 e P77, que seriam feitas no estaleiro Inhaúma, no Rio, e as P69 e P70, no estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Todas, embarcações gigantes suficientes para gerar milhares de empregos para brasileiros. Os chineses agradecem.

Do auge do setor em 2014 até hoje, mais da metade dos trabalhadores (cerca de 45 mil) já perderam o emprego - só em Niterói o número de empregados caiu de quase 20 mil para menos de 5 mil. O estado do Rio de Janeiro, com o maior parque industrial naval do país, é, sem dúvida, o mais afetado pela falta de novas encomendas, tendo já fechados os estaleiros Eisa e Sermetal.

A redução do conteúdo local mínimo de 60% (criação do governo Lula), agora para até 50%, foi a punhalada mais recente anunciada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, ex-filiado ao PSDB e um dos próceres da chamada “privataria tucana”, de triste memória para este setor quase extinto nos anos 90. A ela se somam ainda o preço internacional do petróleo e os efeitos da operação Lava Jato.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Jesus Cardoso, a indústria naval no Rio está dizimada. “É o fundo do poço. Chegamos a ter em 2014 entre 15 mil e 18 mil funcionários trabalhando no setor”, afirma, ressaltando que os sindicatos querem dialogar mas não tem uma resposta por parte do governo.


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