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Greve geral fecha ponte e as barcas


A greve geral desta sexta-feira (28/4) contra o governo Temer, a precarização das leis trabalhistas e o fim da Previdência pública mobilizou milhares de trabalhadores nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal e parou o Brasil. Devido a bloqueios realizados por sindicalistas, o tráfego das barcas foi suspenso das 5h30m até às 10h30m; e a ponte fechou no sentido Rio por duas horas, além da BR-101, causando extensos engarrafamentos.

Graças a atitude dos policiais, que no primeiro momento evitaram entrar em confronto direto com os grevistas responsáveis pelos bloqueios, a circulação entre Rio e Niterói ficou quase totalmente paralisada. Só os catamarãs de Charitas funcionaram normalmente pela manhã.

As ruas e avenidas de Niterói ficaram completamente vazias pela manhã, parecendo domingo e não uma sexta-feira, normalmente de trânsito muito congestionada. As pessoas que aderiram ao movimento, atendendo aos organizadores da greve, preferiram ficar em casa na manhã chuvosa – deixando livres e vazias as principais vias de Niterói.

A greve de um dia foi convocada pelas direções da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Intersindical, Central e Sindical Popular (CSP/Conlutas), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

O centro de Niterói, do Rio de Janeiro, de São Paulo e da maioria das capitais brasileiras – ficaram vazios, confirmando o sucesso da greve geral em todo o país. Em Niterói, como no Rio de Janeiro, aos poucos a vida foi se normalizando já que a adesão à greve não foi total.

No Rio, os confrontos começaram à tarde, em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde um grupo se concentrava pacificamente para seguir em direção à Candelária e começou ser dispersado com bombas de efeito moral pela polícia.

Na sequência, teve início uma série de cenas de vandalismo e de repressão por parte do policiamento. Confrontos aconteceram nas principais avenidas do Centro, como Rio Branco e Presidente Vargas. Ônibus e lixeiras foram incendiados, ao mesmo tempo em que agentes atiravam balas de borracha e bombas de efeito moral. Bombas também foram atiradas na estação do metrô da Cinelândia, que acabou sendo fechada.

Ainda na Cinelândia, a polícia usou gás lacrimogêneo para tentar dispersar a manifestação. As bombas atingiram inclusive o palco onde lideranças políticas, sindicais e estudantis se preparavam para discursar.

O comércio da região central do Rio de Janeiro foi fechado, por medida de segurança, devido aos constantes enfrentamentos entre a tropa de choque da Polícia Militar. Na Avenida Rio Branco, esquina de Rua do Ouvidor, várias agências bancárias foram depredadas. Uma delas teve as portas de vidro quebradas e computadores e cadeiras da agência arrancados e jogados no chão. Várias estruturas de vidro dos pontos de ônibus também foram destruídos ao longo da Avenida Rio Branco e Primeiro de Março.

Segundo a jornalista Fátima Lacerda, que estava no local, “a manifestação na Alerj estava linda, com milhares de pessoas empolgadas (...) quando de repente, por volta das 16h20, a polícia começou a atirar bomba de efeito moral, balas de borracha e gás de pimenta pra todo o lado, provocando correria e pânico”.

Segundo Fátima, “houve claramente intenção de dispersar ato que prometia reunir um milhão de pessoas porque eles não querem um ato com um milhão de pessoas na rua”.

O professor Tulio Mota, em seu facebook, relatou por sua vez, sobre a repressão policial: “Nunca vi nada parecido com o que ocorreu: violência, gás, pessoas feridas - cenas de guerra – estou me sentindo em 1968”.

Ainda sobre o conflito desencadeado pela PM, a jornalista Juliana Krapp, da Fiocruz, também relatou:

“A culpa da truculência e da absurda violência que dispersou a manifestação no centro do Rio, nesta tarde 28 de abril, não foi de vândalos. Não acreditem nisso que as TVs e os jornais estão querendo vender (...) Não caiam nessa esparrela, por favor. Estava lá junto a milhares de outros trabalhadores (...) e fomos covardemente encurralados. Viramos alvo de bombas, gás pimenta, bolas de borracha”.

Segundo Juliana, ela estava numa roda de amigos na Cinelândia, em frente à Câmara, em clima amistoso e tranquilo, quando chegaram as primeiras notícias da confusão nas proximidades da Alerj. Logo depois, ouviram as explosões de bombas de efeito moral vindas da Avenida Rio Branco. Tentaram se afastar da confusão, mas foram atropelados na altura do Amarelinho.

“Seguimos pela Alcindo Guanabara, achando que poderíamos sair do tumulto, ir embora. Mas a polícia simplesmente havia cercado tudo, atirando bombas ao deus dará. Ela nos imprensou, sem que houvesse saída. Uma tocaia, literalmente. Havia crianças chorando, idosos, muita gente passando mal, em pânico. (...) Era tudo terror, era tudo inacreditável”.

A OAB/RJ, por meio de nota oficial, criticou no início da noite a violenta ação das forças policiais contra manifestantes que participavam de ato em repúdio às reformas trabalhista e da previdência, no Centro do Rio, nesta sexta-feira, dia 28. Para a Ordem, nada justifica a investida, com bombas e cassetetes, contra pessoas que protestavam de forma pacífica.

"Se houvesse excessos por parte de alguns ativistas, a Polícia deveria tratar de contê-los na forma da lei. Mas o ataque com métodos de tocaia e a posterior perseguição por vários bairros a pessoas que tão-só exerciam seu direito à manifestação constitui grave atentado à Constituição e ao Estado democrático de Direito", destaca o texto.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para a Avenida Presidente Vargas com Primeiro de Março, onde manifestantes atearam fogo em caçambas de lixo e placas de compensado e interditaram a pista. As pistas do Aterro do Flamengo em direção ao centro do Rio chegaram a ser fechadas.

Fontes: Mídia e relatos do Facebook.

#Niteróinagrevegeral

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