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A batalha da Esplanada


A Polícia Militar (PM) reprimiu com violência o ato do Ocupa Brasília na tarde de ontem (24). Os oficiais tentaram dispersar mais de 200 mil manifestantes que marchavam em direção ao Congresso Nacional, pedindo a saída do presidente golpista Michel Temer (PMDB) e eleições diretas. Do carro de som, organizadores do protesto afirmam que um senhor que se manifestava levou um tiro de arma letal. Ainda não há informações oficiais sobre o caso.

À noite, o jornal O Globo divulgou vídeo em que policiais militares são flagrados fazendo disparos de armas de fogo contra os manifestantes. No meio da tarde, o presidente Michel Temer baixou decreto convocando as Forças Armadas, a pedido da presidência da Câmara dos Deputados, para garantir a ordem até 30 de maio. Poucos momentos depois os militares já estava nas ruas.

Segundo os advogados da Frente Brasil Popular, que convocou as manifestações junto a outras organizações, policiais estão apreendendo celulares dos manifestantes e enviando para perícia.

A reportagem no local informa que incêndios ocorrem no Ministério da Agricultura e da Fazenda e de que as Forças Armadas estão cercando o Palácio do Planalto. Segundo o portal Uol, os prédios de todos os ministérios estão sendo evacuados.

Procurada pelo Brasil de Fato, a Secretaria de Segurança Pública do DF atualizou os números de manifestantes e informou que "cerca de 35 mil manifestantes estão, neste momento, na Esplanada dos Ministérios". Segundo o órgão, quatro pessoas foram detidas pelos policiais, sendo três delas por porte de entorpecentes e porte de arma branca, e foram encaminhados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE).

"Um dos manifestantes, ao tentar atingir um policial militar com um rojão, teve ferimento na mão devido à explosão. O manifestante foi socorrido por populares. O Corpo de Bombeiros fez até há pouco dois atendimentos, entre eles um policial", respondeu a secretaria, em nota.

Por volta das 13h30, próximo à Esplanada dos Ministérios, policiais começaram a repressão aos militantes, com uso de bomba de gás lacrimogêneo e de efeito moral. A cavalaria da PM também foi usada contra os manifestantes. A PM ainda atacava ininterruptamente os manifestantes por volta das 15h40, fechamento desta reportagem.

Presente no ato, deputado federal Dionilso Marcon (PT-RS) criticou a truculência da Polícia Militar e chamou a ação como "uma vergonha". "Um cara que faz um banquete com grande empresários e depois está envolvido em delações só mostra o que já diz o ditado: para os grandes é picanha, para os pobres, cacetada; como estamos vendo aqui hoje", declarou o parlamentar.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), entrevistado pelo Brasil de Fato, também denunciou a repressão da PM, gerida pelo governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), governador do Distrito Federal (DF).

João Paulo Rodrigues, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), reiterou que o "Ocupa Brasília" é uma das maiores mobilizações feitas na capital federal no período recente. Ele destacou a pluralidade de categorias e pessoas de todos os estados no ato e classificou a violência policial como "impressionante". "Vai ser um dia de uma batalha campal, com muita dificuldade de fazer um ato político ou encerramento", disse.

Rodoviários do Sintronac em Brasília

Rodoviários da base do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) participaram, nesta quarta-feira (24/05), da marcha “Ocupa Brasília”, convocada pelas centrais sindicais, que reuniu mais de 50 mil trabalhadores de todo País em Brasília. O movimento se estendeu por toda Esplanada dos Ministérios, chegando às portas do Congresso Nacional, e cobra o fim das reformas da Previdência e trabalhista, assim como o fim da corrupção política e empresarial, que contaminou praticamente todas as esferas de poder. Houve confrontos com a polícia, feridos, depredação, ministérios incendiados e prédios públicos desocupados.

O presidente do Sintronac e secretário-geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Rubens dos Santos Oliveira, afirma que a manifestação é legítima para demostrar a insatisfação dos trabalhadores para com os projetos que o Governo Federal que aprovar no Congresso e que representam um retrocesso nas leis trabalhistas e na Constituição Brasileira. No entanto, Rubens condena todo ato de violência.

“A manifestação é uma demonstração de força dos trabalhadores e, pela primeira vez, reuniu todas as centrais sindicais e praticamente todos os sindicatos do Brasil. Está claro, agora, para o governo, que não queremos as reformas propostas e todo esse processo político e econômico contaminado pela corrupção tem que ser encerrado imediatamente, pois o Brasil corre um risco muito grande de ver suas instituições, conquistados por anos de luta democrática, ruírem, graças a um grupo que quer continuar lucrando às custas do povo. Lamentamos a violência, mas também temos que deixar claro que o governo não se preocupou com o diálogo. Preferiu usar a polícia ao invés da argumentação. Os ânimos estão exaltados, muita gente vai sofrer com essas medidas que querem aprovar no Congresso. Isso, por si só, já é um estopim para uma grande explosão de intolerância”, disse Rubens.

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