Os anunciantes pagam ao jornal por cada clique dos leitores. Clicando em nossos anúncios você ajuda a manter o TODA PALAVRA sem pagar nada por isso

Sindicato revolta comerciários


Milhares de comerciários de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e outras cidades do Leste Fluminense enfrentaram várias horas de filas durante o dia e a noite desta terça-feira para para exercer o chamado "direito de oposição" e evitar o desconto da "contribuição assistencial" prevista na convenção coletiva de trabalho. Revoltados com o tratamento oferecido pelo sindicato da categoria, os trabalhadores tiveram que suportar uma via-crúcis para evitar perder pelo menos R$ 36,00 por mês - valor do desconto de quem ganha o salário-base, de R$ 1.150,00.

Os comerciários disseram que nos últimos dias tentaram em vão obter informações junto ao sindicato sobre o prazo para poderem apresentar o "direito de oposição". Segundo alguns, as informações foram sonegadas a quem tentasse obtê-las por telefone até ontem de manhã, quando as filas já se formavam em frente à sede da entidade, no Centro de Niterói. A notícia de que só teriam três dias para requerer a suspensão do desconto levou milhares de trabalhadores a buscarem o sindicato ao longo do dia de ontem.

No entanto, apenas dois funcionários, dispostos um em cada mesa, na sala ao lado da entrada da entidade, foram designados para atender os milhares de associados. Um deles atendia a uma fila que se formava na Rua São João e seguia pela Travessa Cadete Xavier Leal até quase a esquina com a Rua Visconde de Sepetiba, onde fica o sindicato. Depois de uma espera de algumas horas, eles recebiam um simples formulário para ser preenchido e entregue ao funcionário ao lado. Só que, para isso, tinham que enfrentar outra fila, que contornava o quarteirão pelo sentido contrário, passando pela Visconde de Sepetiba e dobrando na Rua São João, onde se encontravam as duas filas em seu início.

- Isso tudo é feito para desistirmos de pedir a suspensão do desconto. Todo ano é a mesma coisa. Nós temos que pedir novamente para não sermos descontados. É um absurdo - afirmou uma comerciária que pediu para não ser identificada.

O descaso dos dirigentes sindicais quanto ao tratamento dado aos trabalhadores se revelava na ausência deles. No final da tarde, quando a concentração de pessoas aumentou, já que a maioria só pode se dirigir ao sindicato depois da jornada de trabalho, não havia sequer um diretor para prestar informações. Os funcionários, já exaustos, ameaçaram encerrar o expediente, mas desistiram diante da reação dos trabalhadores, prestes a explodir em revolta. Até o fechamento desta edição ainda havia filas na porta da entidade.

Ficha policial

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Niterói e São Gonçalo, cuja base territorial se estende também aos municípios de Itaboraí, Tanguá, Maricá, Rio Bonito e Saquarema, é presidido desde 2004 por Rita de Cácia da Silva Rodrigues de Almeida, que, pelo estatuto, deve ficar no cargo até 2020. Ela foi alvo, em 2014, da Operação Sindicato do Crime, da Polícia Civil, que teve início após a notificação de um sequestro e cárcere privado seguido de homicídio na sua fazenda, em Piraí. Durante as averiguações, os agentes constataram a presença de carros de alto luxo que pertenciam a Rita.

Durante as investigações, a polícia descobriu que a presidente do sindicato usava laranjas (como a secretária que recebe em carteira R$ 900 e movimentou em sua conta corrente mais de R$ 500 mil) para desviar as taxas pagas por comerciantes para que seus funcionários trabalhem nos domingos e feriados. Com isso, segundo os policiais, ela conseguiu um patrimônio invejável. Rita de Cácia foi indiciada por crimes de apropriação indébita, formação de quadrilha, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Rita de Cácia vinha recebendo do sindicato, cuja base da categoria ganha pouco mais de um salário mínimo, R$ 50 mil por mês, enquanto seu filho e vice-presidente, Chriszanto Gonzales, tinha remuneração de R$ 21 mil mensais. Na operação de três anos atrás os policiais também encontraram fotos de viagens que Rita fez para o exterior. Um documento em que registra uma viagem para Dubai, em novembro de 2013, mostra que ela gastou R$ 200 mil.

#SindicatodosComerciários #Peleguismo

Os anunciantes pagam ao jornal por cada clique dos leitores. Clicando em nossos anúncios você ajuda a manter o TODA PALAVRA sem pagar nada por isso

Editor Responsável: Luiz Augusto Erthal.

Redação e Comercial: Rua Santa Clara, 32, Ponta d'Areia, Niterói, RJ

CEP 24040-050 | (21) 2618-2972 | jornaltodapalavra@gmail.com

Os conceitos emitidos nas matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal. As colaborações, eventuais ou regulares, são feitas em caráter voluntário e aceitas pelo jornal sem qualquer compromisso trabalhista. © 2016 Mídia Express Comunicação.

A equipe

Editor Executivo: Luiz Augusto Erthal. Editor Rio: Vanderlei Borges. Editor Niterói: José Messias Xavier. Editores Assistentes: Apio Gomes e Osvaldo Maneschy. Editor de Arte: Augusto Erthal. Financeiro: Márcia Queiroz Erthal. Circulação, Divulgação e logística: Ernesto Guadalupe.

Uma publicação de Mídia Express 
Comunicação e Comércio Ltda.
Rua Santa Clara, 32, Ponta d’Areia, Niterói, Est. do Rio,

Cep 24040-050. 
Tel.: (21) 2618-297

jornaltodapalavra@gmail.com

  • contact_email_red-128
  • Facebook - White Circle
  • Twitter - White Circle