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Marielle foi executada pela “banda podre” da polícia, afirma o vereador e policial federal Sandro Ar


O vereador de Niterói e também policial federal Sandro Araújo (PPS) manifestou, através das redes sociais, a convicção de que o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) foi executado por policiais. Nascida e criada na favela da Maré, Marielle era uma defensora intransigente dos direitos humanos e vinha denunciando crimes de abuso de autoridade cometidos por policiais em comunidades cariocas.

“O que falta para a sociedade perceber onde está o verdadeiro inimigo? Alguém que denuncia violência policial, de indivíduos que não honram a farda e os próprios colegas, é brutalmente assassinada! (...) Não é uma guerra entre polícia e bandidos. Não há guerra, pois o exército é único. Comandado por poucos que querem mais que estejamos todos no inferno em breve, enquanto seus bolsos transbordam. (...) Não, a ‘defensora dos bandidos’ não morreu pelas mãos deles. Não esses, que os ‘donos da verdade’ só sabem enxergar. Morreu pelas mãos dos bandidos que ela ousou desafiar”, escreveu Sandro Araújo em seu perfil do Facebook.

Eleito em 2016 para o seu primeiro mandato de vereador, Sandro Araújo, além de professor de física e matemática e de escritor – autor dos romances policiais Anjo da Noite e Linha Vermelha e do livro de crônicas Federal, uma história de polícia – é agente de campo da Polícia Federal, lotado em Niterói. Mesmo exercendo o mandato, ele fez questão de permanecer em atividade na corporação. Em janeiro, Sandro recebeu o apoio da Federação Nacional dos Policiais Federais para se candidatar este ano a uma vaga de deputado federal.

Patrícia Acioli

Ouvido pelo TODA PALAVRA, o vereador afirmou não ter dúvida de se tratar de um crime de execução. Ele vê semelhanças na morte de Marielle Franco com o assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros na porta da sua casa, na Região Oceânica de Niterói, no dia 12 de agosto de 2011. Seis policiais militares lotados no 7º Batalhão de Polícia Militar, em São Gonçalo – município onde a juíza era titular da 4ª Vara Criminal –, foram condenados pelo crime.

- O modus operandi foi típico de execução. Os vários tiros em direção à cabeça mostram o gral de precisão. As pessoas precisam de treinamento para fazer isso. Realmente esse caso tem semelhança com o caso da Patrícia Acioli, levando em consideração que elas tinham linhas de atuação diferentes. Patrícia tratava das questões técnicas e jurídicas em relação à punição de policiais que tinham conduta ilícita, enquanto a vereadora se colocava em defesa das populações desfavorecidas que sofriam nas mãos de policiais da banda podre – afirmou.

Sem intervenção

Sandro Araújo destaca o fato de que até hoje a intervenção federal não chegou às áreas dominadas pela milícia:

- A intervenção até agora não bateu em nenhuma comunidade dominada pela milícia. E hoje, no Rio de Janeiro, a milícia domina a maior parte das comunidades. Eles não divulgam isso, mas a milícia, hoje, é uma realidade na maioria das comunidades cariocas.

O assassinato de Marielle é prova, segundo ele, de que a banda podre da polícia não será intimidada pelos interventores federais porque “é muito difícil o agente público se intimidar com a ação de outro agente público”. Sandro Araújo manifestou um sentimento de pessimismo em relação à escalada da violência no Rio de Janeiro:

- Esse tipo de crime [praticado por milicianos] se entranhou nas profundezas da administração pública, em todos os setores. Eles não vão se intimidar. A população tem que ter em mente que é disso para pior, infelizmente.

#MarelleFranco #PatríciaAcioli #Bandapodre #Milícia #Direitoshumanos #IntervençãofederalnoRio

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