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4 vacinas alcançam eficácia e Oxford pede uso emergencial


(foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

A Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca vão pedir autorização à Anvisa para uso emergencial no Brasil da vacina produzida em parceria entre as duas empresas e a Fiocruz.

Os resultados mais recentes do imunizante desenvolvido pela universidade inglesa – que apontaram para uma eficácia média de 70%, mais baixa que a da Sputnik V e das vacinas da Pfizer e da Moderna – serão compartilhados com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A estimativa é que, caso seja aprovada pela Anvisa, a vacina deve chegar à população brasileira já em janeiro de 2021. A expectativa é que o Brasil receba até lá 30 milhões de doses.

"Temos uma indicação precoce, já que os dados são preliminares, de que a vacina poderia reduzir a transmissão do vírus, não só protegendo contra a doença, mas impedindo a infecção. Aí você está ajudando realmente a parar a pandemia", disse Sue Ann Costa Clemens, coordenadora nacional dos ensaios clínicos da vacina de Oxford, de acordo com entrevista ao Globo.

O Brasil é um dos países em que voluntários participam das pesquisas de eficácia da vacina da AstraZeneca. Estudos aplicados da empresa também estão em curso nos Estados Unidos, África do Sul, Quênia, Japão, Índia e Rússia.

A vacina de Oxford tornou-se nesta segunda-feira (23) a quarta a anunciar a sua eficácia. Em 9 de novembro, a Pfizer declarou que sua vacina era mais de 90% eficaz contra a Covid-19. Em 16 de novembro, a Moderna afirmou que sua vacina era 94,5% eficaz. Ambas as vacinas são baseadas em uma nova tecnologia de RNA mensageiro.

Enquanto isso, a vacina russa Sputnik V demonstrou, em 11 de novembro, 92% de eficácia durante a terceira fase dos testes clínicos. A Sputnik V utiliza adenovírus humanos, que normalmente causam uma constipação comum, como transportadores para entregar um gene do pico do coronavírus às células humanas. Essa tecnologia tem sido amplamente utilizada por décadas e demonstrou ser segura em mais de 10 milhões de pessoas vacinadas com vacinas adenovirais humanas.

CoronaVac

Já a vacina desenvolvida pela farmacêutica Sinovac, da China, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, entra agora em sua fase final de aprovação. O diretor do instituto, Dimas Covas, disse nesta segunda-feira que a previsão é de que na primeira semana de dezembro saiam os resultados das análises que foram concluídas e logo serão enviados para a Anvisa e para o órgão federal que atesta vacinas na China para autorizarem o uso.


Com a Sputnik

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