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ABAL: 'O que é bom para EUA não é bom para o Brasil'


(Reprodução)

O presidente da Associação Brasileira do Alumínio negou acusações feitas pelo governo norte-americano à indústria brasileira e afirmou que, com as novas alíquotas, será muito difícil manter as exportações para os EUA.

Nos últimos dias, os Estados Unidos aumentaram de 15% para 145% a taxa de importação sobre chapas de alumínio fornecidas por 18 países, entre os quais, o Brasil.

A medida foi adotada pelo governo do presidente Donald Trump por considerar que alguns fornecedores estariam vendendo o produto a preços abaixo do valor de mercado, levando vantagens sobre a concorrência, acusação negada pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

​"Isso é consequência de uma escalada que começou três ou quatro anos atrás", afirma em entrevista à Sputnik Brasil Milton Rego, presidente da ABAL.

O empresário lembra que a austeridade norte-americana no mercado do alumínio teve como primeiro alvo a China, maior exportadora mundial. Depois de uma série de barreiras impostas a Pequim, a expectativa de Washington era de que a indústria local pudesse substituir os produtos chineses, o que não aconteceu. Em vez de favorecer os produtores americanos, outros países acabaram ocupando esse espaço, como o Brasil, que, no ano passado, teve os EUA como principal destino de suas exportações.

"Então, essa é mais uma medida restritiva para o comércio internacional do governo americano, mais uma medida de proteção para a indústria americana, e é extremamente danosa para as exportações brasileiras."

Desde que chegou ao poder, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem apostado na relação de proximidade com o seu colega na Casa Branca como forma de buscar mais vantagens para o Brasil nas trocas bilaterais. Do início de 2019 até agora, foram muitas as concessões feitas pelo governo brasileiro aos Estados Unidos, desde isenção de vistos até isenção de tarifas sobre o etanol. A retribuição, no entanto, foi quase inexistente, o que, para muitos analistas, configuraria uma relação de desequilíbrio crescente.

​Nesse novo revés para a parte brasileira, o presidente da Associação Brasileira do Alumínio identifica uma estratégia da administração Trump de se colocar, para o público interno, como um governo que fará o que tiver que fazer para proteger a sua indústria.

"Essa escalada protecionista é uma característica do governo Trump", avalia. "E isso é claro que tem um apelo para alguns setores americanos, setores ligados à indústria de base."

Se isso é bom para os EUA, definitivamente, não é bom para o Brasil. Segundo Milton Rego, com essas novas tarifas, não há possibilidades de manter as exportações brasileiras para os Estados Unidos.

"Nós estamos falando de uma alíquota que significa dobrar o preço dos produtos."

A Organização Mundial do Comércio (OMC) abriu uma investigação contra o Brasil e os outros 17 países taxados para apurar as denúncias de dumping feitas pelos Estados Unidos. A apuração, no entanto, só deve terminar em abril do ano que vem.

De acordo com Rego, não é razoável achar que a indústria brasileira seja adepta a esse tipo de prática, e, nesse sentido, os próprios fatos falam por si.

"Na ABAL, não acreditamos que a indústria brasileira tenha algum tipo de benefício porque faz dumping. Se tivesse benefício, a indústria brasileira não tinha reduzido a produção de alumínio primário de um milhão e 700 mil, que foi o que a indústria produziu, para 800 mil toneladas, a metade do que fez no ano passado. Então, o Brasil sofre aqui dentro essa questão do aumento de custos e não está, absolutamente, protegido. As empresas brasileiras, por outro lado, também, não fazem preços diferentes do mercado internacional."


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