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Banco do Preventório ganha prêmio por ação comunitária


Sônia Rodrigues, presidente do Banco do Preventório, apresenta as cestas de alimentos orgânicos distribuídas

Por Clarice Manhã


O Banco Comunitário do Preventório recebe nesta sexta-feira (5), em cerimônia virtual, um prêmio de R$ 25 mil da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) por iniciativas para diminuição de impactos econômicos no contexto da Covid-19. A instituição comunitária de Niterói, que funciona dentro da comunidade do Morro do Preventório, venceu com a proposta de oferecer microcrédito e nano-crédito nas comunidades de Charitas e Jurujuba.

Para a presidente do banco comunitário, Sônia Rodrigues, o prêmio será fundamental nas ações de retomada no cenário pós-pandemia. Ela destaca a possibilidade de fomentar crédito para atividades empreendedoras individuais e coletivas, de costureiras, manicures, cozinheiras e artesãos, dentre outras. “Diferente de um banco convencional, muitas vezes quem nos procura precisa de uma quantia pequena, R$ 100 para investir em material, fazer um produto e gerar sua renda, ou comprar um botijão de gás, por exemplo”.

Segundo o pesquisador do Laboratório de Informática e Sociedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LABIS-UFRJ), Henrique Cukierman, que também faz parte do banco, o microcrédito vai complementar as ações do Comitê da Solidariedade, que durante a pandemia está distribuindo cestas com alimentos, livros e máscaras para famílias em risco social. “Essa modalidade de crédito é muito direcionada ao público local, porque leva em consideração a proximidade e relação de confiança. E nós estreitamos esses laços durante as distribuições, guiados inclusive por lideranças comunitárias que conhecem os moradores muito bem”

Cukierman explica que a equipe do banco comunitário está elaborando uma metodologia para os empréstimos e mecanismos que garantam transparência nas operações. “Vamos fazer um laboratório, um experimento que vai gerar dados importantes, como adimplência e frequência, para depois pensarmos em expandir ”.

O projeto parte, agora, para ser ampliado em outras comunidades de Niterói e até mesmo em municípios vizinhos, como São Gonçalo e Itaboraí, segundo informação do pesquisador Marcos Rodrigo Ferreira, um dos fundadores do banco. Ele destacou, ainda, que o prêmio é uma conquista da rede organizada de economia solidária. “Nós estamos construindo um caminho que pode funcionar bem em outros territórios e nichos produtivos”, justificou Marcos.

Fundado em 2010, o Banco do Preventório tem moeda própria, o Prevê, e grande experiência na operação de microcrédito. Entre 2011 e 2015 foram revertidos R$ 114.219,22 em centenas de empréstimos produtivos, com valor médio de R$ 570, cada. Já o microcrédito para consumo, agora chamado de nano-crédito, somou quase mil operações no mesmo período.


Comitê da Solidariedade

O Comitê da Solidariedade, criado na comunidade do Preventório logo no início da epidemia, ultrapassou a marca de mil cestas distribuídas, e além dos alimentos incluiu livros e máscaras às doações. A iniciativa, ligada ao Banco Comunitário do Preventório, já soma mais de cinco mil pessoas atendidas em Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, mantendo uma rede de 100 voluntários mobilizados.

A ideia central do Comitê da Solidariedade é arrecadar recursos para a compra de alimentos nos mercadinhos locais e agricultura familiar, por meio de uma vaquinha virtual. Para tanto foi elaborada uma logística de compra, montagem das cestas e entrega, sem esquecer da comunicação para sensibilizar doadores e prestação de contas. E o mais importante: com todos os cuidados para evitar que alguém se contamine durante a operação.

A meta inicial da vaquinha, R$ 10 mil, foi atingida em abril, e permitiu a entrega das primeiras cestas antes da chegada dos auxílios emergenciais municipal e federal. Aí subiu para R$ 25 mil, também já alcançada, e agora está em R$ 60 mil. Para doar, basta acessar o link disponibilizado na página facebook/BancoPreventório/.

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