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Bolsonaro exigiu troca na PF para proteger familiares e amigos

Atualizado: Mai 13

“Não vou esperar f... alguém da minha família”

Conteúdo do vídeo de reunião ministerial é devastador para o presidente Bolsonaro (Reprodução)

Segundo pessoas que tiveram acesso à gravação, o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, que foi exibido nesta terça-feira em Brasília, é devastador para o presidente Jair Bolsonaro, pois comprova a acusação do ex-ministro Sérgio Moro de que o presidente tentou interferir na Polícia Federal. As gravações mostram que, durante a reunião, Bolsonaro associou a troca do superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro à necessidade de proteger seus familiares e amigos, segundo o site G1.

Na reunião ministerial, Bolsonaro, que apresentava um tom de irritação e mau humor, diz que sua família sofre perseguição no Rio de Janeiro e que, por isso, trocaria o superintendente da PF no Rio e, se não pudesse, trocaria o próprio ministro Moro.

“Não vou esperar f... alguém da minha família”

Um dos presentes à exibição do vídeo relatou que Bolsonaro disse: "Já tentei trocar o chefe da segurança do Rio de Janeiro. Se não posso trocar, troco o chefe dele, troco o ministro”.

“Não vou esperar f... alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, segundo o relato obtido pela TV Globo.

Prisão, bosta, estrume, filhos da puta...

Os relatos também dão conta de que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, além de chamá-los de "filhos da puta", pediu a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal. “Tem que mandar todo mundo para a cadeia, começando pelo STF”. "Esses filhos da puta".

Pessoas que assistiram vídeo contaram à Folha S.Paulo que Bolsonaro chamou o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), seu desafeto, de “bosta”.

Dirigindo-se ao governo do Rio de Janeiro, o presidente reservou o termo “estrume”.

Já a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, não deixou por menos e defendeu a prisão de prefeitos e governadores.

A exibição do vídeo, de cerca de duas horas, foi acompanhada por Sérgio Moro e seus advogados, além de integrantes da Procuradoria Geral da República. Todos tiveram de entregar seus celulares antes de entrar na sessão.

Bolsonaro

O presidente se defendeu sobre o conteúdo das gravações, afirmando que não cita as palavras “Polícia Federal” e “superintendente” na reunião.

Pedido para liberar conteúdo

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou pedido ao ministro Celso de Mello, nesta terça-feira, para liberar o acesso a todo o conteúdo do vídeo. Para o senador, não há defesa para manter o sigilo daquela reunião ministerial.

"Não há qualquer defesa de intimidade ou interesse social que justifiquem a manutenção do segredo em relação a elementos probatórios relacionados à investigação de crimes contra a Administração Pública", afirmou o senador. "Dessa forma, é imperiosa a divulgação na íntegra do citado vídeo o mais rápido possível, a fim de que a sociedade possa livremente deliberar sobre os fatos ali expostos".

48 horas

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (12) conceder prazo de 48 horas para receber manifestações sobre a retirada do sigilo do registro audiovisual da reunião no Palácio do Planalto, realizada no dia 22 de abril.

Com a decisão, a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a defesa de Moro deverão dizer se são a favor da manutenção do sigilo ou da divulgação total ou parcial da gravação.

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