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  • Da Redação

Botafogo contrata Salomon Kalou, ex-atacante do Chelsea

Jogador marfinense é esperado nas próximas semanas no Rio de Janeiro para se apresentar ao Glorioso.


Edu Gomes

O marfinense Salomon Kalou, ex-Chelsea, assinará contrato com o Botafogo até o fim de 2021. Foto: botafogo.com.br

O Botafogo acertou ontem a contratação do atacante marfinense Salomon Kalou. O jogador estava atuando pelo Hertha Berlin, da Alemanha, e chega para assumir um contrato com o alvinegro carioca que irá até o fim de 2021.


A diretoria alvinegra já vinha buscando a contratação de um grande nome internacional que, dentro das condições econômicas atuais do clube, pudesse chegar para dividir a responsabilidade com o japonês Keisuke Honda, outra estrela estrangeira que já está atuando pelo clube desde o início do ano. Primeiramente, ocorreram contatos com outros dois jogadores africanos, o também marfinense Yaya Touré e o nigeriano Obi Mikel. Sem acerto em ambas as tentativas, as atenções da diretoria do Botafogo se voltaram para Kalou, que tem 34 anos e estava atuando na Alemanha.


Sou completamente contrário à contratação de atletas por valores astronômicos somente para que a equipe ganhe um certo "nome". Acredito que manter as contas em dia, para um clube já tão endividado como o Botafogo, seja a opção mais correta a ser seguida nesse momento. Entretanto, a diretoria afirma que, assim como foi no caso de Honda, a contratação está sendo realizada dentro da realidade financeira do clube e contando com a participação de investidores, podendo o marfinense receber por patrocínios e ações de marketing.


Dentro de campo, Kalou de longe não está mais em seu auge. O atacante marfinense teve uma carreira de sucesso. Jogou anos com destaque pelo Feyenoord, da Holanda, o que quase lhe rendeu um processo de naturalização para representar a seleção desse país na Copa do Mundo de 2006. Como teve o pedido vetado (a lei exigia uma moradia de pelo menos cinco anos em solo holandês, enquanto Kalou estava há três temporadas jogando no país), acabou também não conseguindo atuar pela seleção de sua terra natal naquela ocasião, a Costa do Marfim. Curiosamente, o sorteio colocou as duas nações no mesmo grupo naquela Copa, tendo o irmão de Kalou, Bonaventure Kalou, disputado a competição com os marfinenses. Se Salomon Kalou tivesse atuado pela Holanda, teria enfrentado o irmão e seu país de nascimento em jogo inédito, que naquela ocasião terminou com o placar de 2x1 para os holandeses.


O sonho da naturalização continuaria mas, a boa fase no Feyenoord, fez com que Kalou fosse contratado pelo Chelsea, da Inglaterra, na época atual bicampeão inglês e treinado pelo português José Mourinho. Kalou acabou jogando por seis anos nos Blues, onde fez história ao participar de algumas das conquistas mais importantes da trajetória do clube, como a UEFA Champions League de 2012 e o título da Premier League de 2010 (além de 4 conquistas da FA Cup, uma Copa da Liga e uma Supercopa da Inglaterra). Foi realmente um grande momento, que o levou ao estrelato do futebol mundial.


Depois do Chelsea, o atleta passou dois anos no Lille, da França, e desde 2014 estava no Hertha Berlin, da Alemanha. Vivendo com altos e baixos, assim como foi o Hertha nos últimos anos, é inegável que hoje, aos 34 anos (fará 35 em agosto), Kalou não está mais no seu auge técnico e físico. Todavia, ao olhar para o elenco alvinegro atual, é possível estabelecer alguém que consiga ser melhor tecnicamente que o marfinense? Eu aposto que não! Assim como Honda, o retorno em campo pode vir a acontecer mas, principalmente, ocorrerá também o retorno extracampo, relacionado à mídia e ampliação de mercado que esses atletas podem proporcionar ao clube que, nos últimos anos, não tem se acostumado a decidir títulos importantes (além do título estadual de 2018, o mais perto foi a linda campanha na Libertadores de 2017, quando caiu nas quartas de final para o Grêmio, que seria o campeão posteriormente).


Pela seleção da Costa do Marfim, onde estreou em 2007 após a tentativa frustrada de jogar pela Holanda, Kalou teve também grande destaque e longa passagem. Foram 97 jogos e 28 gols assinalados, tendo participado das Copas do Mundo de 2010 e 2014, essa última no Brasil. Foi campeão com os marfinenses da Copa Africana de Nações em 2015. Uma curiosidade é que, na Copa de 2010, Kalou enfrentou Honda,em jogo vencido pela Costa do Marfim por 2x1 contra o Japão, mas que contou com um golaço do hoje meia alvinegro a favor dos japoneses.


Diferente da contratação do holandês Clarence Seedorf em 2012, onde o Botafogo se endividou para trazê-lo, a diretoria garante que as contratações atuais de Honda e Kalou estão sendo feitas com os pés no chão. Se o extracampo se confirmar dessa maneira, dentro do campo, mesmo com a idade avançada, é possível ainda esperar algo a mais desses atletas. Se não vão levar o Botafogo a disputar um título nacional, pelo menos podem fazer com que o clube tenha um ano mais tranquilo e volte ao mapa das grandes ambições de curto a longo prazo, brigando assim por vagas em competições sul-americanas e por um retorno do protagonismo no cenário nacional. Foi assim com o time de 2013, quando Seedorf comandou o elenco que chegou à Libertadores depois de 18 anos e venceu o Carioca ganhando os dois turnos. Mas tudo isso, para dar certo, deve ocorrer acompanhado de uma gestão profissional, séria e que esteja direcionada e focada, principalmente, para manter as contas do clube em dia e diminuir a dívida tão grande já existente. "Pés no chão" e "boa gestão" devem ser os termos chaves para o alvinegro nos próximos anos. Pelo menos é o que o torcedor espera, que ainda aguarda para saber se a transição ou não do clube ocorrerá para o modelo "S.A." no futebol..


Essa política alvinegra, de contratar astros internacionais em "fim de carreira", se iniciou com a chegada de Loco Abreu, atacante uruguaio que veio em 2010 e se tornou ídolo após o título carioca daquele ano. Em 2012 foi a vez de Seedorf, que dentro de campo também deu resultados surpreendentes, como já escrito acima. Para um clube que, historicamente, se acostumou a ver nomes como Garrincha, Didi, Jairzinho, Gérson, Túlio Maravilha, entre muitos outros, trata-se de um exercício interessante para manter a "chama" da idolatria acesa em seu torcedor. Resta agora é aguardar e torcer, para que em 2020 os botafoguenses possam voltar a sorrir, com boas atuações e, novamente, poderem sonhar com a disputa de títulos em competições importantes, a partir do futebol que será apresentado pelos novos astros do elenco nesse ano: Honda e Kalou.


Segue o jogo!

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