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Chico e Bolsonaro participavam da 'farra da gasolina'


Os então deputados federais Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Chico Rodrigues (DEM-RR) (Imagem/Reprodução)

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal (PF) com dinheiro entre as nádegas, já foi alvo de investigação da Câmara dos Deputados no esquema que ficou conhecido como "Farra dos Combustíveis", sob acusação de hiperinflacionar os gastos com combustíveis através de notas frias. Na época (2006), o corregedor-geral da Câmara era o então deputado Ciro Nogueira (PP-PI), hoje senador e um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. O parecer de Ciro Nogueira pedindo a absolvição do então deputado Chico Rodrigues foi aceito pela Mesa Diretora.

Chico, porém, não era o único que excedia os limites dos gastos e da cota parlamentar mensal de combustível. Embora tenha sido eleito com o discurso de combate à corrupção e de defesa dos recursos públicos, o discurso de idoneidade do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contrasta com seu passado de gastos excessivos no tempo em que era deputado federal.

Em novembro de 2006, em seu quinto mandato na Câmara do Deputados, pelo Progressitas (PP), partido então de Paulo Maluf, Bolsonaro avolumou os gastos com combustíveis com uma nota do Posto Pombal (foto), na Zona Norte do Rio, de um total de 2.831,38 litros de gasolina no valor de R$ 7.075,63 - cerca de R$ 16 mil em valores de hoje. No mesmo mês, outras duas notas somaram R$ 4.233 - cerca de R$ 9,6 mil atuais. Desse modo, só naquele mês de 2006, Bolsonaro gastou em torno de R$ 25 mil em gasolina, quando o limite da cota era de R$ 4,5 mil mensais - cerca de R$ 10 mil hoje.

No recesso de 2009, mesmo sem trabalhar durante dois meses, Bolsonaro apresentou gastos de cerca de R$ 5 mil em gasolina com dinheiro público.

As informações, com base na Lei de Acesso à Informação da Câmara, foram publicadas pela agência Sportlight e resultaram em uma notícia-crime encaminhada pelo ministro, (atual presidente) do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, à Procuradoria Geral da República (PGR), pedindo que Bolsonaro seja investigado.

No ano passado, o senador Chico Rodrigues foi cogitado para ser o relator no Senado da eventual indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para ser o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas pela falta de currículo do filho 02 para ocupar tal cargo e pela repercussão negativa que teve, Jair Bolsonaro acabou desistindo.


Nota apresentada pelo então deputado federal Jair Bolsonaro, do PP na época (Reprodução)

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