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Congresso defende general contra ministro do Meio Ambiente


Presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Agência Brasil)

O Palácio do Planalto virou um caldeirão efervescente neste sábado (24). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre (DEM-AP), dispararam críticas contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e defenderam o ministro as Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro tentava colocar panos quentes na crise.

Conforme publicou o jornal Folha de São Paulo, as declarações dos congressistas são respostas diretas aos ataques do ministro Salles contra o general Ramos. Na sexta-feira (23), Salles chamou publicamente seu colega de governo de "maria fofoca".

Maia foi às redes sociais para criticar Salles acusando-o de tentar destruir o meio ambiente e também o próprio governo.

​Alcolumbre usou o mesmo meio para defender o ministro general Luiz Eduardo Ramos e criticar a atitude de Salles.

Outros parlamentares do chamado Centrão, que dá sustentação política ao governo Bolsonaro no Congresso, também endossaram as declarações dos líderes da Câmara e do Senado. É o caso do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM).

A crise entre Salles e o general que comanda a Secretaria de Governo teria sido iniciada após uma nota publicada pelo Globo, apontando que o ministro do Meio Ambiente estaria tentando pressionar a ala militar do governo, aproveitando-se do apoio concedido pelo presidente Jair Bolsonaro. Conforme a publicação, Salles teria ordenado que todos os brigadistas de incêndio do Ibama cruzassem os braços por falta de verbas para pressionar o governo e os militares.


Ministro Luiz Eduardo Ramos e o presidente Bolsonaro: general foi chamado de "maria fofoca" (Agência Brasil)

Ainda segundo o jornal, o presidente e seus filhos gostam do trabalho do ministro e têm afinidade com as ideias de Salles, mesmo com as amplas críticas devido aos números recordes de desmatamento e de incêndios na Amazônia e no Pantanal.

Condenação

Em 2018, Ricardo Salles foi condenado por improbidade administrativa e teve os direitos políticos suspensos por três anos. Ele recorreu e obteve um efeito suspensivo da sentença junto à 1ª Câmara Reservada do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A condenação de Salles foi por irregularidades no plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê, enquanto foi secretário de estado do Meio Ambiente do governo Geraldo Alckmin, de São Paulo.

O efeito suspensivo impede a execução da condenação até o julgamento da apelação, o que ainda não tem data para acontecer.


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