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  • Da Redação

Covid-19 no Rio: alta de casos e menos leitos de UTI

A população carioca começa a pagar o preço das praias e bares lotados. As aglomerações causaram aumento dos casos de Covid-19 na cidade nas últimas duas semanas. A ocupação dos leitos de UTI no município chegou ao limite, com 219 das 251 vagas ocupadas, atingindo 87,2% (70% é o máximo ideal considerado por especialistas).


Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O epidemiologista Roberto Medronho, da UFRJ, considera a taxa muito alta. Segundo ele, a conta da flexibilização e do feriado de 7 de setembro chegou agora.


O médico sanitarista da Fiocruz Christovam Barcellos, também culpa o relaxamento, por parte do governo e da população, como os fatores que desencadearam a recente alta de casos. Para Barcellos, existe o risco de uma nova onda da doença e, caso isso aconteça, a estrutura atual de saúde não comportaria a demanda por leitos.


"Nós vemos os hospitais de campanha (do estado) sendo desmobilizados e isso é muito grave porque há a possibilidade de um novo surto vindo, e, nesse caso, ficaremos sem vagas nos hospitais. Há um relaxamento muito grande por parte da população e do governo há pelo menos um mês" — afirmou Barcellos, em entrevista ao jornal O Globo.


Para Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, a população precisa estar mais consciente dos riscos da pandemia, que ainda está longe de acabar.


"A sociedade civil precisa entender que depende muito dela, que precisa contribuir, que não é responsabilidade apenas das autoridades. Quando você vê as praias lotadas, as pessoas se aglomerando em bares e restaurantes, isso é a própria população se comportando de maneira negacionista", diz ela.


Com menos leitos devido ao fechamento de hospitais de campanha e ao crescimento do números de casos, a Defensoria Pública vem recebendo mais pedidos de ação para obter vagas em UTIs.


Thaísa Guerreira, coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública, relatou que também houve um aumento recente de ações pedindo vagas em UTIs.

Ela conta que antes a demanda de pedidos era para leitos não-Covid, que estavam sendo ocupados por pessoas contaminadas por coronavírus.


"Agora, a gente não tem leito nem para Covid nem para não-Covid", afirma.


O único hospital de campanha em funcionamento no município é o do Riocentro, da prefeitura. Apesar de ainda haver algumas vagas no sistema, 48 pessoas esperavam uma vaga em leitos de Covid-19 neste domingo na Região Metropolitana.


Em nota, a Secretaria municipal de Saúde informou que realiza “a maioria absoluta dos atendimentos de Covid-19” no Rio, já que houve fechamento de leitos nas outras redes". O estado deixou de receber pacientes nos hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo, e na rede própria. Já as unidades de campanha do Leblon e do Parque dos Atletas, que eram mantidas pela iniciativa privada, também foram desmobilizadas, como estava previsto desde a inauguração.


Há dois meses, a taxa de ocupação nas UTIs na rede municipal estava em 78,4%, um pouco acima do ideal apontado pelos especialistas. A prefeitura informou que tem 630 leitos em enfermarias para pacientes com Covid-19. Desses, 240 estavam ocupados neste domingo.


Se levar em conta toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) — que inclui as unidades municipais, estaduais e federais —, o percentual de leitos de UTI ocupados na capital estava ontem em 80%, com 399 internados. O índice nas enfermarias neste domingo era de 51%.


Aumento de casos


O número de casos na capital neste domingo chegou a 102.246. O total de mortos registrado até ontem era de 10.849. Em todo o estado, são 261.860 infectados e 18.278 óbitos. O estado do Rio tem atualmente 85 mortes e 1.421 casos por dia.


Neste domingo, houve um aumento de 47% na média de óbitos na comparação com as duas semanas anteriores, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa, que vem calculando a média das semanas epidemiológicas. Foi o décimo dia seguido de alta nas médias de mortes. A última grande sequência de aumento na média de mortes aconteceu entre 20 e 31 de agosto, quando o crescimento variou entre 20% e 89% nessas 12 datas.


O governador em exercício, Cláudio Castro, prorrogou até 6 de outubro algumas medidas restritivas de enfrentamento à Covid-19. Além da proibição de eventos com presença de público, a permanência nas areias de praias continua suspensa. Também está proibido, aos sábados, domingos e feriados, o estacionamento de veículos particulares em toda a orla da capital. Só podem parar nas ruas os moradores da região.


*Com informações do Globo Online.

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