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Covid: nova onda em GO, DF e BH provocam lockdown e calamidade


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, médico, foi um dos que se renderam aos efeitos bumerangue da epidemia

Especialistas já vinham alertando para o efeito bumerangue da pandemia nas regiões que reabrem precocemente suas atividades econômicas não essenciais. Em três casos, a partir desta segunda-feira (29), as autoridades se viram obrigadas a recuar diante de uma nova onda da Covid-19 que ameaça a população. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) decretou lockdown por 14 dias no estado; em Brasíia, o governador Ibaneis Rocha (MDB) ligou o alerta máximo e declarou o estado de calamidade pública na capital federal; e em Belo Horizonte, após cinco semanas de afrouxamento, os novos casos de infectados quase quadruplicaram, levando o prefeito Alexandre Kalil (PSD) a determinar o fechamento de todo o comércio novamente, permitindo apenas o funcionamento de serviços essenciais.

14 por 14

O decreto de Ronaldo Caiado remete à estratégia 14 por 14, que já vem sendo adotada no estado sob orientação da Universidade Federal de Goiás (UFG), que prevê a abertura do comércio por 14 dias, e, posteriormente, 14 dias fechado, até a estabilização dos casos de coronavírus. Contudo, um novo estudo da UFG alerta para um colapso hospitalar em julho, com necessidade de 2 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e uma previsão de 18 mil mortes por Covid-19 até setembro.

O estado registrava até a manhã desta segunda-feira, de acordo com o mapa das estatísticas do Ministério da Saúde, um total 21.984 casos confirmados e 435 mortes provocadas pela doença.

Brasília: calamidade e alerta máximo

O Distrito Federal atingiu seu nível de alerta mais elevado, permitindo gastos sociais antecipados e uso da Força Nacional para combater os danos provocados pela pandemia. O decreto de calamidade pública vai até novembro.

Na última semana, a Justiça Federal suspendeu uma decisão liminar que impedia o governador Ibaneis Rocha de reabrir novas atividades não essenciais no Distrito Federal. Com isto, na sexta-feira (26), ele autorizou a reabertura de clubes recreativos e o retorno dos treinos de equipes de futebol profissional.

No domingo (28), porém, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou mais 11 mortes pelo novo coronavírus, elevando o número de mortes para 548, e mais de 44.900 pacientes com Covid-19. A secretaria também alertou que as unidades particulares de saúde atingiram 90,4% de ocupação dos leitos de UTI reservados para pacientes com Covid-19. O índice é o mais alto desde o início da pandemia na capital.

Belo Horizonte

Na capital mineira, a medida foi tomada devido a uma grande onda de novos casos da Covid-19 após o início da flexibilização da quarentena em 25 de maio. Após cinco semanas do afrouxamento, os casos quase quadruplicaram. Segundo boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura na sexta-feira (26), a cidade tem 5.195 casos da doença e 121 mortes. Em 25 de maio, eram 1.402 casos e 42 óbitos.

O prefeito Alexandre Kalil, no entanto, culpou o "vírus" e uma "minoria irresponsável" pelo recuo na abertura do comércio no município e disse que a flexibilização da quarentena não era para "passear".

"Nós tivemos uma oportunidade mal aproveitada pela população. Porque falamos que abrir não era passear. Muita gente foi passear, muita gente foi sem máscara. Infelizmente, acontece isso. Aquele que tem responsabilidade, empatia e consciência paga o preço por essa minoria irresponsável", afirmou neste domingo (28) em entrevista para a GloboNews.

Após a prefeitura iniciar a abertura do comércio em Belo Horizonte, Kalil determinou um novo fechamento na sexta-feira (26) para tentar conter a propagação da doença. Ele disse que um "bombardeio" tinha chegado à cidade e pediu para as pessoas ficarem em casa.

"A culpa não é do comércio, a culpa não é da prefeitura e a culpa não é do Estado. A culpa é do vírus. E todo mundo fala muito pouco nisso", afirmou Kalil. "Todo mundo quer abrir, quer que a cidade ande. Quem não quer mais que nós prefeitos?" acrescentou.

O país onde mais cresce

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking global em número de casos (1,3 milhão) e mortes (57,6 mil) por Covid-19. O País está atrás apenas dos Estados Unidos, com 2,6 milhões de confirmações e 128 mil óbitos, conforme dados registrados na plataforma da Universidade Johns Hopkins (EUA), que contabiliza os números da doença em nível mundial.

Desde o dia 31 de maio, quando se tornou o País onde o coronavírus mais cresce, o Brasil lidera o ranking global de novos registros de infectados e de lá pra cá foram constatados em média 31,1 mil novos casos, seguido pelos Estados Unidos (28,3 mil) e pela Índia, em terceiro lugar, 13,8 mil.

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