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Covid: transmissão aérea é 20 vezes maior, dizem cientistas


(Reprodução)

Ao anunciar a flexibilização de medidas de isolamento e distanciamento social nessa pandemia, governos de várias partes do país demonstram não levar em conta o alerta de cientistas de que o risco de contaminação por Covid-19 em ambientes fechados pode ser quase 20 vezes maior do que ao ar livre. Na contramão do que pontuam médicos e cientistas, autoridades públicas continuam a interferir em espaços fechados e ambientes externos na mesma proporção, como se o perigo fosse o mesmo. Abrem bares e fecham parques, quando o correto seria o contrário.

Em artigo publicado nesta segunda-feira (5) na Science, uma das revistas acadêmicas mais prestigiadas do mundo, um grupo de cientistas e médicos aponta que "há evidências avassaladoras de que a inalação da síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) representa a principal via de transmissão da doença coronavírus em 2019 (COVID-19)".

Sob o título "Transmissão aérea de SARS-CoV-2 ", os autores, liderados por Kimberly Prather, da Universidade da Califórnia, em San Diego, chamam a atenção para uma necessidade urgente de fazer as informações chegarem ao público com toda clareza para garantir as estratégias de controle mais eficazes por parte das autoridades no combate dos contágios transmitidos por via aérea. O uso obrigatório de máscara e a melhora da ventilação podem evitar que pessoas não inalem os vírus em gotículas que se acumulam suspensas quando o ar não está fluindo.

De acordo com a publicação, as pessoas com Covid, mesmo assintomáticas, liberam milhares de aerossóis carregados de vírus, e também algumas gotículas ao respirar e falar.

Os cientistas sugerem que as pessoas precisam imaginar que as outras pessoas expelem fumaça contagiosa pela boca, porque é como essas partículas se comportam.

E explicam que os vírus em gotículas (maiores que 100 mícrons - mícron é a milésima parte de um milímetro) normalmente caem no solo em segundos a 2 metros da fonte e podem ser pulverizados como pequenas balas de canhão em indivíduos próximos. Por causa de seu alcance de deslocamento limitado, o distanciamento físico reduz a exposição a essas gotículas. Já os vírus em aerossóis (menores que 100 mícrons) podem permanecer suspensos no ar por vários segundos a horas, como fumaça, e ser inalados. Eles estão altamente concentrados perto de uma pessoa infectada, portanto, podem infectar pessoas nas proximidades. Mas os aerossóis que contêm vírus infecciosos, também podem viajar mais de 2 metros e se acumular no ar interno mal ventilado, "levando a eventos de superespalhamento".

Desta forma, afirmam, “é muito mais provável inalar aerossóis do que uma gota, por isso, a atenção deve estar concentrada na proteção contra a transmissão aérea”.

Os autores fazem um alerta às autoridades de saúde pública para que, além das medidas obrigatórias de uso de máscara, distanciamento social e higiene, "acrescentem instruções claras sobre a importância de transferir as atividades para o ar livre, melhorar o ar de interiores por meio de ventilação e filtração e melhorar a proteção para trabalhadores de alto risco". Tais como:

- Usar máscara o tempo todo em ambiente interno quando não houver outras pessoas;

- Parques abertos e bares fechados (e não o contrário) - "bares são a atividade de maior risco: falar alto, sem máscara, comer e beber, má ventilação, proximidade; tudo isso leva ao acúmulo de aerossóis", afirmam.

De acordo com dados do "Painel Coronavírus" do Ministério da Saúde nesta terça-feira, 147.494 pessoas morreram e um total de 4.969.141 foram confirmadas com a Covid-19 no Brasil, ao longo da pandemia.

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