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Defesa aciona PGR por declarações de Gilmar Mendes


Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, no sábado (11), de que a presença de um general no comando do Ministério da Saúde “é péssima para a imagem das Forças Armadas” e que “o Exército está se associando a esse genocídio” da epidemia do novo coronavírus, causou reação no meio militar. Em nota, o Ministério da Defesa classificou a declaração como “leviana” e informou que vai enviar uma representação contra o ministro à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Gilmar Mendes havia apontado que o ministro interino no Ministério da Saúde, general Eduardo Pazuello, não tem experiência na área de saúde, mas, apesar disso, o presidente Jair Bolsonaro dá sinais de que não nomeará alguém com perfil para o cargo e ainda manterá sua política negacionista em relação ao coronavírus. “Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio, disse o ministro, no contexto em que associou o Exército “a esse genocídio”.

“Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”, disse um trecho da nota, que acrescenta que o Ministério da Defesa "encaminhará representação ao Procurador-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis”.

A nota foi assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e pelos comandantes Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antonio Carlos Moretti (Aeronáutica).

O texto diz ainda que, durante a epidemia, as Forças Armadas estão “completamente empenhadas justamente em preservar vidas”.

Primeira nota

Uma primeira nota, sem crítica e sem citar o nominalmente Gilmar Mendes, foi divulgada mais cedo pelo Ministério da Defesa, segundo informou a CNN. Nela, era mencionado apenas o trabalho das Forças Armadas durante a pandemia.

O ministro da Defesa e os comandantes das três Forças passaram o fim de semana elaborando a estratégia de resposta a Gilmar Mendes. A palavra "genocídio" foi o que mais incomodou os militares.

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