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Descoberta ponta do iceberg da rachadinha de Jair Bolsonaro


Enquanto era nomeada no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro, Nathália Queiroz repassou 77% de seu salário de janeiro de 2017 a setembro de 2018 para o pai Fabrício Queiroz.

A movimentação de R$ 150.539,41 foi descoberta após a Justiça autorizar a quebra de sigilo bancário de Nathália e foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a publicação, é a mesma dinâmica de repasse que colocou o gabinete do filho do presidente, Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro na mira do Ministério Público e do Coaf pela possível prática de rachadinha, quando os assessores devolvem parte ou todo o salário para os políticos que os nomeiam.

Em 1º de março do ano passado, o The Intercept Brasil divulgou ter tido acesso a documentos obtidos com exclusividade que comprovam que a assessora de Jair Bolsonaro nunca pôs os pés na Câmara dos Deputados para trabalhar. O portal de notícias revelou que ela nunca teve crachá da Casa e nem mesmo consta dos registros de visitantes da Câmara, o que já seriam mais do que indícios de que Nathália também era funcionária fantasma do hoje presidente da república, Jair Bolsonaro.

Nathália, que é personal trainer no Rio de Janeiro, também esteve lotada no gabinete de Flávio e repassou 82% de seus salários para Queiroz de dezembro de 2007 a dezembro de 2016.

Queiroz foi preso no sítio do advogado Frederick Wassef em Atibaia em junho e atualmente está em prisão domiciliar, assim como sua mulher, Márcia Aguiar. Wassef era advogado de Flávio e Jair quando da detenção de Queiroz.

O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa Queiroz de ser o operador financeiro da rachadinha.

Em 25 de junho, o processo que envolve Queiroz, Márcia, Flávio e outras duas pessoas foi tirado do juiz Flávio Itabaina, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) e remetido ao órgão colegiado do TJ-RJ a pedido da defesa de Flávio. Foi Itabaiana quem decretou a prisão de Queiroz e Márcia, revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A decisão dos desembargadores do TJ-RJ beneficiou diretamente o senador Flávio Bolsonaro e os outros investigados que estavam prestes a serem denunciados pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa de Queiroz afirmou que "os depósitos realizados por Nathalia em favor de Fabrício Queiroz cumpriam a regra de centralização das despesas familiares na figura do pai, não tendo, pois, nenhuma relação com suposta rachadinha."

A Secretária de Comunicação da Presidência da República afirmou que não irá comentar o episódio.

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