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Dossiê afegão: 9 militares australianos se suicidam


Soldados australianos no Afeganistão (Foto: Wikimedia Commons)

Nove militares se suicidaram nas últimas três semanas na Austrália, onde foi publicado um relatório sobre os supostos crimes de guerra cometidos por 25 membros das Forças Especiais australianas no Afeganistão.

Entre estes nove militares, oito homens e uma mulher com idades entre 20 e 50 anos, havia um veterano da guerra do Afeganistão, o soldado Shane Holt, que tirou a própria vida no último dia 16, segundo o jornal australiano Daily Mercury.

Na quinta-feira (19), o chefe do Exército australiano admitiu que havia provas credíveis de que as forças especiais "mataram ilegalmente" pelo menos 39 civis e não combatentes afegãos e pediu desculpa ao povo do Afeganistão.

"Ao povo do Afeganistão, em nome das forças de defesa australiana, peço sinceras e sem reservas desculpas por qualquer ato ilícito dos soldados australianos", disse o general Angus Campbell, que ainda acrescentou: "Algumas patrulhas desrespeitaram a lei, as regras foram infringidas, as histórias inventadas, as mentiras contadas e os prisioneiros mortos", afirmou o general, que recomendou a acusação por crimes de guerra contra os 25 militares.

Segundo entidade dos veteranos de guerra, a atenção excessiva da mídia sobre a investigação e o dossiê, podem ter tido influência na ação tomada pelos nove militares.

"Acho que alguns meios de comunicação pintaram todos com o mesmo pincel e as pessoas esqueceram sobre a presunção de inocência até ser provada a culpa, o que adiciona estresse à situação", comentou Neil Wallance, ex-soldado da infantaria e advogado da saúde mental dos veteranos ao The Advertiser.

O relatório de supostos abusos cometidos pelas tropas australianas no Afeganistão é baseado no exame de mais de 20.000 documentos e 25.000 imagens, bem como em entrevistas realizadas com 423 testemunhas. O documento recomenda que o governo australiano pague indenizações às famílias das vítimas, que não eram ou deixaram de ser combatentes.

Durante o período de 2005 a 2016, mais de 26.000 australianos serviram no Afeganistão, incluindo 3.000 soldados das tropas de operações especiais. Eles foram enviados para lutar ao lado das forças norte-americanas e aliadas, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, contra grupos extremistas islâmicos. A invasão se deveu também a grandes interesses econômicos de empresas desses países em solo afegão.

As tropas australianas deixaram o Afeganistão em 2013, mas desde então uma série de denúncias de crimes brutais têm surgido sobre a conduta de unidades das Forças Especiais de elite.


Com informações da Sputnik

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