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Esquerda levanta a bandeira da Economia Solidária em Niterói


Ação solidária da comunidade do Preventório distribuiu milhares de cestas básicas com produtos da Ecosol de Niterói

Por Clarice Manhães


A Economia Popular Solidária (Ecosol) é um território de disputa entre representantes da esquerda nestas eleições. Dois candidatos à prefeitura e 17 que concorrem a uma das vagas na Câmara Municipal já se comprometeram formalmente com a pauta, por meio da assinatura de uma carta compromisso. O documento assegura o vínculo deles com as reivindicações dos empreendimentos organizados que compõem o Fórum Municipal do setor.

Ao assinar o compromisso, Axel Grael (PDT) ressaltou as conquistas na gestão de Rodrigo Neves, e afirmou a necessidade de continuidade dos projetos da atual administração. Ele citou como avanços a criação de uma política pública que reconheceu e incentivou as cadeias produtivas da Economia Solidária, em 2019, e o recente Programa Niterói Agroecológico, que beneficia agricultores locais, promoção da alimentação saudável e conservação ambiental. “A Cadeia Produtiva da Economia Solidária será muito importante na retomada da economia no pós-pandemia”, destacou.

Flávio Serafini (PSOL) destacou que sua afinidade com a pauta é de longa data, e conta que assinou a Carta Compromisso

porque vê a Economia Solidária como importante ferramenta na organização da luta por trabalho, renda e igualdade. Em seu plano de governo ele pretende gerar novos postos para os catadores com a otimização da reciclagem, que hoje não chega a 5% do total de lixo gerado na cidade, entre outras iniciativas. “Como deputado estadual eu sou autor de várias leis que tratam desta temática”, ressaltou.

Marcos Rodrigo distribuiu cestas com livros na pandemia

O candidato a vereador Marcos Rodrigo (PCdoB) também já assinou a Carta Compromisso. Fundador do Banco Comunitário do Preventório e atuante na construção de feiras orgânicas, agroecológicas e de artesanato na cidade, ele destaca que sua trajetória como militante ultrapassa o cenário político. “Eu não apenas assinei a carta. Este é um compromisso tatuado em meu coração, está nas minhas impressões digitais, em tudo que eu faço”, afirmou.

Thiago Rizzo (PT) assinou a carta compromisso com foco nas ações voltadas para a agricultura familiar e agroecologia, sua área de atuação. Ele destaca que a carta é um instrumento importante para cobrar a construção de um mercado institucional que apoie os produtores niteroienses. “A compra de alimentos produzidos na cidade, para a merenda escolar, contribuiria tanto para a segurança alimentar quanto para a renda dos agricultores familiares do município”.

O deputado Waldeck Carneiro, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária do Rio de Janeiro, analisa que o debate sobre a Ecosol é mais apropriado ao campo democrático popular porque substitui o lucro exacerbado, práticas

Waldeck Carneiro

predatórias e competitividade por preço justo, sustentabilidade e cooperativismo. “Os trabalhadores e trabalhadoras que fazem a Ecosol acontecer, sejam eles artesãos, agricultores, pescadores artesanais ou catadores não são necessariamente de esquerda ou de direita. O que faz com o que o campo progressista esteja mais próximo da economia solidária são os princípios que a estruturam”.


As reivindicações

A Carta Compromisso foi construída coletivamente entre os membros do Fórum, em reuniões virtuais. O documento traz 22 demandas, entre elas a instalação do Conselho Municipal de Ecosol, implantação do Programa de Renda Mínima Universal, criação do Banco Municipal Comunitário, Plano Municipal de Economia Solidária, compras públicas voltadas para o segmento, orçamento específico e transparência na administração pública.

Para o militante Antônio Oscar, Membro dos fóruns estadual e municipal, a Carta Compromisso é um instrumento que o movimento utiliza para assumir seu papel de protagonismo dentro da política pública. “Não estamos interessados em ouvir promessas, mas sim em dizer o que consideramos prioritário para os candidatos a prefeito e vereador. Sabemos que a Carta não é uma varinha mágica para transformar a realidade, mas servirá para que o movimento cobre dos eleitos o compromisso assumido”, observou.


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