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  • Da Redação

Ex-diretor do Inpe critica ações ambientais do governo

No segundo dia da audiência pública, realizada nesta terça-feira (22/9) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, criticou a ideia do vice-presidente Hamilton Mourão de criar uma agência que concentre os sistemas de monitoramento por satélite, a exemplo do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO, na sigla em inglês), nos EUA, controlado por militares.

Ricardo Galvão / UFSCar

Galvão afirmou que Mourão, coordenador das medidas do governo na Amazônia, "embaralha" ações militares e civis.


"Ao propor que a nova agência seguiria o modelo da NRO, o governo está claramente indicando a intuição de controlar as atividades de observação da terra sob a ótica das aplicações militares", disse ele durante a audiência.


Na opinião de Galvão, a centralização do sistema de monitoramento em um ambiente militar iria afetar a credibilidade internacional dos dados. Segundo ele, também haveria dificuldade para que agentes públicos e privados tivessem acesso às informações para análise.


O cientista criticou também a postura do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, por não ter defendido o Inpe das acusações feitas por membros do governo, inclusive o próprio presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, o vice-presidente Mourão afirmou que um servidor dentro do órgão estaria divulgando dados negativos sobre as queimadas para prejudicar o governo.


O ex-diretor do Inpe falou, ainda, sobre a compra de satélites pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério da Justiça. A aquisição de um satélite com tecnologia de radar, chamado Lessônia 1, pela Defesa, estaria impedindo o desenvovimento de tecnologia nacional, pois a construção do equipamento no Brasil já havia sido planejada. E ressaltou os esforços do do órgão no combate a crimes ambientais:


"Os resultados produzidos até recentemente no monitoramento e controle do desmatamento em vários biomas brasileiros se deve ao trabalho árduo e dedicado de várias instituições nacionais, em particular Ibama, ICMBio e Inpe. Por isso, é com grande tristeza que vemos a forma como essas instituições são tratadas no atual governo."


Perda de credibilidade


A ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira lamentou que o Brasil tenha perdido a credibilidade internacional, em razão do descaso do governo Bolsonaro com o meio ambiente. Izabella lembrou que o programa Floresta Mais, lançado pelo ministro Ricardo Salles, tem recursos provenientes da redução das emissões em período anterior ao governo Bolsonaro, e que essa situação dificilmente será mantida por muito tempo.


Ela destacou a urgência em destravar o Fundo do Clima e a necessidade de ações mais contundentes.


“Se vamos andar com vontade política e com diálogo e para sairmos dessa situação impensável em que o Brasil se encontra hoje, é importante que a vontade política seja verdadeira. Isso não pode ser um exercício de bravatas. É preciso conter esse retrocesso, nós temos que entender como avançar com o Fundo Clima. É a agenda de um novo 7×1 do Brasil. O país está perdendo essa expressão de soft power e da diplomacia climática”, disse a ex-ministra​.

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