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Flávio Bolsonaro: R$ 442 mil em auxílio-alimentação


Fabrício Queiroz e o atual senador Flávio Bolsonaro (Reprodução)

Quando se imagina que todas as falcatruas descobertas nas "rachadinhas" do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) já foram reveladas, eis que aparece uma novidade. Além dos investimentos suspeitos em dezenas de imóveis, em grande parte pagos em dinheiro vivo, faturas de colégios e planos de saúde das filhas quitadas com verbas suspeitas das rachadinhas, entre outros, sabe-se agora também que Flávio destinou auxílio-alimentação, no valor total de R$ 442,8 mil, a Fabrício Queiroz e familiares, além de parentes do miliciano Adriano da Nóbrega que foram nomeados por ele enquanto era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de acordo com as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Os investigadores suspeitam que parte desses ex-assessores eram funcionários fantasmas.

Segundo informações publicadas no jornal O Globo, além de Queiroz, receberam auxílio-alimentação sua mulher, Márcia Aguiar, suas filhas, Nathália e Evelyn, e a enteada, Evelyn Mayara. Eles receberam ao menos R$ 338.172,80. Há meses em que o benefício de Queiroz chegou a R$ 2.740,50, valor que se somava à remuneração. Os últimos auxílios foram pagos a Evelyn e Evelyn Mayara, que só deixaram o gabinete de Flávio quando ele saiu para assumir a cadeira no Senado.

De acordo com os investigadores, Queiroz sempre conseguiu manter uma onipresença de familiares na Alerj. Quando um parente dele era exonerado, outro entrava no lugar. Nathália, que também foi lotada no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro, em Brasília, deixou de ser funcionária da Alerj em 13 de dezembro de 2016. Nessa mesma data, foi nomeada para o gabinete de Flávio a irmã dela, Evelyn. Quando a mulher de Queiroz foi exonerada, em setembro de 2017, a filha dela e enteada do ex-assessor, Evelyn Mayara, foi nomeada.

Queiroz está no centro das investigações como operador da “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro, também investigado, que obteve na Justiça mudança de foro do processo que era conduzido pelo juiz Flávio Itabaiana, da da 27ª Vara Criminal do TJ-RJ.

Foi o juiz Itabaiana quem determinou a prisão preventiva de Queiroz e de sua mulher. A mudança de foro beneficiou diretamente Flávio, Queiroz, Márcia e outros investigados que seriam denunciados pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

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