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  • Da Redação

Garimpo ilegal contamina rio no Sul do Amazonas

Balsas de garimpo de ouro operam ilegalmente desde junho no Rio Madeira, em Humaitá, no Sul do Amazonas, a pouca distância do 54º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército. A unidade integra a Operação Verde Brasil 2, montada pelo governo Bolsonaro para combater crimes ambientais na Amazônia. De acordo com moradores, que têm medo de represálias ao formalizar denúncia às autoridades, são dezenas de embarcações clandestinas extraindo diuturnamente material do leito do rio.


Sedesc / Reprodução

Humaitá, que se localiza a 700 quilômetros de Manaus, tem histórico de garimpagem e de infratores que resistem à fiscalização com violência. É também a terra natal da família do vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador da Operação Verde Brasil 2. As reações violentas já fizeram com que escritórios e veículos do Ibama e do ICMBio fossem incendiados por garimpeiros revoltados depois que fiscais destruíram as balsas. Isso ocorreu em outubro de 2017 e até hoje os escritórios permanecem fechados.

Sem fiscais e sem repressão aos crimes, as embarcações de extração de ouro operaram livremente durante o mês de agosto, aproveitando o período de seca e a alta do ouro no mercado, em meio à pandemia. Pouco antes, no final de junho, a Operação Verde Brasil 2 lacrou algumas balsas, segundo a imprensa local. A ação, porém, foi pontual e ineficaz. A atividade foi logo retomada, apesar de a Marinha ter feito a apreensão das balsas.


Contaminação por mercúrio


Segundo Marcelo Rodrigues dos Anjos, coordenador do Laboratório de Ictiologia e Ordenamento Pesqueiro do Vale do Rio Madeira da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), uma pesquisa feita em um dos afluentes do Madeira mostrou que os peixes têm índices de mercúrio acima do permitido pela OMS (Organização Mundial da Saúde, e que grande parte do pescado da bacia do rio está contaminada.


A origem da contaminação de mercúrio, no entanto, não se restringe ao garimpo, afirma o pesquisador. Outra fonte importante são as crescentes queimadas na região, associadas ao desmatamento. Ele explica que o fogo volatiliza o mercúrio presente no solo contaminado, que é carregado pelas chuvas até os rios da região. Uma vez tendo atingido as águas, a contaminação se estende a várias espécies, até o topo da cadeia alimentar.


O especialista diz que a melhor solução seria a regularização do garimpo, através de cooperativas de garimpeiros, leis e protocolos de segurança capazes de minimizar os impactos ambientais. No entanto, sem gestores capacitados, órgãos eficientes e equipados, e fiscalização ampla, os infratores continuarão a cometer os mesmos crimes.


*Com informações da Folha Online.

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