Os anunciantes pagam ao jornal por cada clique dos leitores. Clicando em nossos anúncios você ajuda a manter o TODA PALAVRA sem pagar nada por isso

Governador do Piauí chama operação da PF de "espetáculo"

Atualizado: Jul 28


Governador do Piauí, Wellington Dias (PT) (Fotos Públicas)

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT) chamou de "espetáculo" e "desnecessária" a operação realizada pela Polícia Federal em sua casa na manhã desta segunda-feira (28). A ação, vista pela oposição como sendo parte da ofensiva difundida pelo governo Bolsonaro contra governadores oposicionistas, teve como alvos também o gabinete da primeira-dama e deputada federal, Rejane Dias (PT) - ex-secretária de Educação -, em Brasília, e empresas e casa do irmão da deputada, além da sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), em Teresina.

De acordo com a PF, servidores públicos e empresários teriam se associado para superfaturar contratos de locação de transporte escolar no valor de R$ 50 milhões de recursos vinculados ao Ministério da Educação.

O governador reagiu, por meio de uma nota, dizendo que que se trata de "mais um espetáculo em nome da investigação" e que a ação da PF "fica mais ridícula e desnecessária por que estamos falando de um fato de 2013" - quando ele nem era governador -, com operação em 2020.

Também em nota, a Seduc afirmou que está "colaborando plenamente com a investigação em curso da Polícia Federal e sempre se colocou à total disposição dos órgãos de controle para esclarecer quaisquer questionamentos, visando a transparência e o correto funcionamento da administração pública".

Deputada tentou ser ouvida

A deputada Rejane Dias, que foi secretária de Educação do Piauí entre 2015 e 2017, tentou ser ouvida pela Polícia Federal há mais de cinco meses mas não teve êxito. É o que mostra uma série de e-mails trocados entre advogados da parlamentar e a delegada da Polícia Federal, Milena Caland. Nas mensagens eletrônicas, os advogados mostram que a deputada se coloca à inteira disposição para prestar esclarecimentos, informando inclusive datas que poderiam ser utilizadas para depoimento. A mais recente foi no dia 22 de julho. Nos e-mails, fica claro que os advogados também fizeram contatos por telefone, também sem êxito. No dia 19 de fevereiro, um advogado faz referência ao contato telefônico e sugere o dia 12 de março para uma audiência em Brasília. A delegada da PF, Milena Caland, responde no dia seguinte confirmando ciência do pedido e prometendo confirmar a data ou propor uma nova. O caso sugere que houve opção pelo "espetáculo", conforme denunciou o governador.

A nota, na íntegra, do governador

"O governador Wellington Dias lamenta e repudia a forma como se deu a operação da Polícia Federal na manhã dessa segunda (27) em sua casa onde, atualmente, mora seu filho e família, que nunca tiveram nenhuma função no estado. Seu filho é médico e trabalha na linha de frente do combate ao coronavírus e desde março o governador mantem distanciamento recomendado pelas organizações para a preservação da saúde. O governador classifica a operação como mais um espetáculo e destaca que a vida toda ele e sua família sempre agiram respeitando as leis e as instituições.

Sobre a Operação Topic, o governador esclarece que as investigações são contra empresas acusadas de fazer cartel e referentes a processos e contratos do ano de 2013, quando ele não era governador do estado. Uma operação nestes moldes se torna desproporcional e desnecessária já que estamos falando de um fato de 2013 e em um processo em que a ex-secretária da Educação, hoje deputada federal, por meio de seu advogado, se prontificou, por duas vezes nos últimos meses, para prestar esclarecimentos, bem como para repassar todo e qualquer documento ou equipamento necessário.

O governador ressalta que o Estado é vítima e o maior interessado na resolução desta questão e irá trabalhar para que tudo seja plenamente esclarecido. Enfatiza-se que, infelizmente, muitos espetáculos ainda poderão acontecer, mas ressalta que existe a lei de abuso de autoridade para que casos como este não aconteçam indiscriminadamente.

Por fim, é necessária prudência para que ninguém seja acusado injustamente e nem seja julgada sem o pleno direito de defesa."

Os anunciantes pagam ao jornal por cada clique dos leitores. Clicando em nossos anúncios você ajuda a manter o TODA PALAVRA sem pagar nada por isso

Editor Responsável: Luiz Augusto Erthal.

Redação e Comercial: Rua Santa Clara, 32, Ponta d'Areia, Niterói, RJ

CEP 24040-050 | (21) 2618-2972 | jornaltodapalavra@gmail.com

Os conceitos emitidos nas matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal. As colaborações, eventuais ou regulares, são feitas em caráter voluntário e aceitas pelo jornal sem qualquer compromisso trabalhista. © 2016 Mídia Express Comunicação.

A equipe

Editor Executivo: Luiz Augusto Erthal. Editor Rio: Vanderlei Borges. Editor Niterói: José Messias Xavier. Editores Assistentes: Apio Gomes e Osvaldo Maneschy. Editor de Arte: Augusto Erthal. Financeiro: Márcia Queiroz Erthal. Circulação, Divulgação e logística: Ernesto Guadalupe.

Uma publicação de Mídia Express 
Comunicação e Comércio Ltda.
Rua Santa Clara, 32, Ponta d’Areia, Niterói, Est. do Rio,

Cep 24040-050. 
Tel.: (21) 2618-297

jornaltodapalavra@gmail.com

  • contact_email_red-128
  • Facebook - White Circle
  • Twitter - White Circle