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Governo Bolsonaro perde o seu mais fiel representante


Abraham Weintraub, ministro da Educação do Brasil (09/04/19 - 18/06/20)

Ao se demitir nesta quinta-feira, após diversas ameaças de queda, o ministro da Educação Abraham Weintraub torna-se o décimo ministro a deixar o cargo no governo Jair Bolsonaro. Ele não deixa obra ou projeto para a Educação brasileira – muito menos, saudade. Sua passagem pelo MEC foi marcada por falta de gestão e por virulências verbais contra as universidades e ao que ele chamava de “doutrinação marxista” desde a educação básica à universidade.

Entre suas agressões ao vernáculo e suas teorias conspiratórias de comunismo, Wentraub foi de fato o mais fiel representantes do espectro ideológico e das trapalhadas do governo Bolsonaro.

Paulo Freire

O trabalho de Paulo Freire, com reconhecimento internacional de maior educador brasileiro, foi um dos alvos prediletos de ataque ideológico por Weintraub. Em sua última entrevista, ele repetiu que pretendia bonificar professores com bons resultados em alfabetização. No seu linguajar de tropeços nas palavras e ideias confusas, ele disse: “Se eles querem continuar usando o vodu que é Paulo Freire – porque é um vodu, não tem comprovação científica nenhuma; aliás, tem, não funciona – podem continuar, só que o resultado vai ser ruim e eles vão receber menos recursos no futuro, porque o resultado é ruim. Mas se eu estiver errado, e o Paulo Freire, depois de 25 anos que ele é louvado aqui no Brasil, começar a funcionar, mérito dele, vai receber dinheiro. Meu objetivo não é utilizar ou não Paulo Freire", disse ele.

Colégios cívico-militares

Seguindo a cartilha bolsonarista do militarismo, Weintraub voltou a falar nesta quarta-feira (17) sobre transformar 216 colégios públicos de ensino fundamental e médio em escolas com “administração militar”. Isso, num universo de 184 mil escolas existentes em todo o Brasil. E defendeu a obra: “Eu peço um pouco de paciência. Assim como a grande maioria dos brasileiros quer escola cívico-militar, existe um pequeno grupo de pessoas organizadas, de movimentos ideológicos, tentando impedir, então não há margem para fracasso”, disse, o agora ex-ministro, na véspera de deixar o cargo.

Agressões a universidades

Um de seus momentos mais "marcantes" foi durante debate na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, em 11 de dezembro, quando ele reafirmou uma “notícia velha” de que há plantações e produção de drogas sintéticas nas universidades federais brasileiras. Weintraub baseou-se apenas em dois casos veiculados em reportagens que foram investigadas posteriormente pela polícia e não geraram responsabilização das instituições.

Entre as críticas que recebeu, destacou-se a do deputado Professor Israel (PV-DF), que estudou na UnB: “O senhor não pode agir como os demagogos que pegam casos de exceção, casos extraordinários e transformam na regra, o senhor não pode destruir a reputação da universidade agindo dessa forma, com argumentos que generalizam fatores e questões pontuais” – afirmou.

Questionado sobre os 39 quilos de cocaína encontrados no avião da Força Aérea Brasileira (FAB), durante uma viagem presidencial a Espanha para reunião do G-20, Weintraub se irritou.

“Eu não vim aqui pra ficar de palhaçada”, disse. “O assunto é sério, é a vida de jovens”.

Tropeços no Português

Os tropeços na língua e na gramática, porém, foram sua marca principal. Eis alguns:

“Haviam emendas parlamentares de R$ 55 milhões para recuperar o museu” (erro de concordância – havia);

“Há uma série de fake news envolvendo meu nome, algumas calúnias nas quais eu insitaria a violência” (erro de ortografia – incitaria);

“há paralização de pesquisas e risco de evasão” (erro de ortografia – paralisação);

“Durante oito meses eu fui investigado, processado e julgado num processo inquisitorial e sigiloso. Que eu saiba, só a Gestapo fazia isso. Ou no livro do cafta ou na Gestapo” (troca de palavras – Kafka (nome do escritor) e não cafta (uma iguaria).


(Abraham Weintraub, ministro da Educação do Brasil - 09/04/2019 a 18/06/2020)

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