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Guru da extrema direita e do clã Bolsonaro é preso nos EUA


Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e o guru Steve Bannon, preso por fraudes nos EUA (Twitter/Reprodução)

O ex-conselheiro de Donald Trump, Steve Bannon, guru da extrema direita no mundo e também do clã Bolsonaro, foi preso nesta quinta-feira (20) acusado de fraudar centenas de milhares de doadores por meio de sua campanha para construção do muro na fronteira com o México.

Steve Bannon, junto com três de seus associados, foram indiciados por investigadores do Distrito Sul de Nova York nesta quinta-feira (20).

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, o grupo de líderes conservadores é acusado de fraude contra doadores de campanha, o que levou à arrecadação de "mais de US$ 25 milhões [cerca de R$ 142 milhões] para construir um muro ao longo da fronteira sul dos Estados Unidos".

"Os acusados fraudaram centenas de milhares de dólares dos doadores, capitalizaram em cima de seu interesse de construir o muro na fronteira para arrecadar milhões de dólares sob o falso pretexto de que a quantia seria usada em sua construção", disse a procuradora de Manhattan, Audrey Strauss.

De acordo com os investigadores, milhares de dólares que doadores destinaram para a construção do muro foram utilizados para manter o "estilo de vida luxuoso" de Brian Kolfage, o fundador da campanha "We Built That Wall" (nós construímos o muro, em inglês).

Idealizador da campanha que levou Donald Trump à presidência dos EUA em 2016, Steve Bannon se tornou uma das figuras mais influentes da família Bolsonaro durante e depois das eleições de 2018. O filho do presidente brasileiro e deputado federal, Eduardo Bolsonaro, chegou a ser nomeado como representante da América Latina do "The Movement" (o movimento, em inglês), organização criada por Bannon para promover a eleição de governos de extrema direita ao redor do mundo.

Atribui-se a Bannon o modelo de campanha de disseminação de fakenews que levou Jair Bolsonaro à presidência da República.


Relações com o bolsonarismo

Em reportagem de capa intitulada “Os blogueiros de crachá”, publicada em 11 de outubro de 2019, a revista Crusoé detalhou a relação de Steve Bannon com o bolsonarismo da seguinte forma:

“Proprietária da distribuidora ARC Entreteinment e diretor dos documentários Generation Zero (sobre a crise financeira global iniciada em 2008) Battle for America (com críticas ao governo Obama e ao inchaço do estado) e Fire from the Heartland (sobre a ascenção das mulheres no movimento conservador), Steve Bannon é ex-ciretor do portal Breibart News, ‘a plataforma da alt-right’, a direita alternativa, como ele chamou em 2016. Bannon assumiu a direção da campanha de Donald Trump três meses antes da eleição e, com a vitória, virou estrategista-chefe da Casa Branca. Acabou sendo demitido por Trump sete meses depois. Na sequência, deixou o Breitbart em saída consensual, segundo a empresa.

Foi Filipe Martins um dos articuladores do primeiro encontro de Eduardo Bolsonaro com Bannon, em Nova York, em agosto de 2018. A reunião lhe rendeu, como entusiasta natural de Sorocaba, o apelido de Sorocabannon. Em março de 2019, Jair Bolsonaro jantou com Bannon, Eduardo, Ernesto Araújo e Olavao de Carvalho na residência do embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral. Em 23 dwe setembro, o já postulante a embaixador Eduardo voltou a se encontrar com Bannon em Nova York. Desde então, os contatos com Bannon se estreitaram, e o americano passou a ser referência para o núcleo ideológico do governo e para sua trpa virtual - na prática, o governo Bolsonaro é aliado de Trump e a família Bolsonaro é aconselhada por um estrategista demitido por ele.”

Solto sob fiança

Na noite desta quinta-feira, Bannon foi solto após pagar uma fiança de US$ 5 milhões. Por determinação da Justiça, ele está impedido de deixar o país. Bannon disse à justiça americana ser inocente das acusações.

Algumas horas antes da soltura, o presidente Donald Trump disse a repórteres que se sentia "muito mal" com a prisão de seu ex-assessor. “Realmente acho que é um triste acontecimento”, afirmou Trump, tratando de dizer também que “não trato com ele há anos, literalmente anos”.


Com Agência Sputnik e O Antagonista

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