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Heleno diz que governo 'não teve tempo' de cuidar da Amazônia


(Agência Brasil)

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro culpa índios, caboclos e ONGs pelas queimadas no País, o ministro Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), declarou que o governo federal ainda "não teve tempo" para cuidar da Amazônia e do Pantanal. Isso, após um ano e nove meses de governo Bolsonaro,

"Nós sabemos exatamente o que temos que fazer na Amazônia brasileira e no Pantanal, só que não houve tempo ainda de colocar em prática, de colocar gente para fazer isso", afirmou o general em conversa gravada com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), no canal de Youtube do parlamentar, neste sábado (3). O relato foi publicado no portal UOL.

O Brasil sofre grande pressão internacional, vinda de grandes importadores europeus do agronegócio brasileiro, por causa do aumento das queimadas na Amazônia e no Pantanal desde o início deste governo. Setembro estabeleceu recorde histórico em relação a anos anteriores e com aumento nos focos de calor de 180,7% no Pantanal e 60,6% na Amazônia, no comparativo com o mesmo período de 2019.

"Podemos melhorar a vigilância do desmatamento da Amazônia? Podemos, claro, devemos fazer isso. Mas é o que eu digo, o governo Jair Bolsonaro tem um ano e nove meses, não há como resolver todos os problemas do Brasil. Passamos 40 anos tendo uma gestão catastrófica de nossos recursos, inclusive os recursos naturais”, acrescentou Heleno, sem apresentar dados que justifiquem seus argumentos.

Heleno concluiu sua argumentação dizendo que a floresta amazônica "consegue suportar até os maus tratos que sofreu".

Reincidências no Pantanal

O discurso do general colide com a realidade. Segundo informações do portal G1 neste sábado (3), os incêndios no Pantanal atingiram áreas que já tinham sido queimadas neste ano e mobilizaram equipes de bombeiros e voluntários.

Os incêndios avançam na Serra do Amolar, uma das regiões mais preservadas do Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Helicópteros do Ibama atuam no combate ao fogo. Esta é a segunda vez que os incêndios atingem a Serra do Amolar neste ano, nas proximidades de Corumbá, município do país que tem o maior número de focos de incêndio, segundo o Inpe: 6.771 de janeiro até agora.

Segundo o portal G1, as equipes de bombeiros atuam 24 horas. O intenso calor e período de seca dificultam o trabalho. O fogo também está se espalhando pelo Cerrado e voltou a destruir plantações no município de Três Lagoas (MS), quase na divisa com o estado de São Paulo.

Culpa do clima

Neste sábado (3), o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles visitou o Pantanal de Mato Grosso do Sul, sobrevoou áreas queimadas e se reuniu com produtores rurais, e voltou a culpar o clima como única causa do desastre ambiental.

"Estamos vivenciando uma questão de clima, então talvez segundo me confirmou o governador, o ano mais quente dos últimos 60 anos. Então isso reduz a capacidade de resposta de ambos os estados do ponto de vista de água e de umidade. O governo federal tem liberado recursos sem precedentes, em todas as oportunidades em que foi necessário, seja o do Covid-19 ou agora com relação às queimadas do Pantanal também. O que for necessário dentro da capacidade de ação do governo federal será feito", disse Salles, que pode ser afastado a qualquer momento pela Justiça. Salles é alvo de duas ações do Ministério Público Federal por improbidades administrativa.

Em 29 de setembro, acatando uma ação popular, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a revogação das normas de proteção ambiental de restingas e manguezais do Conselho nacional de Meio Ambiente (Conama), estabelecidas pelo ministro.

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