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Lava Jato mira advogados do Sistema S e de políticos


Policiais federais cumprem mandados de busca na Operação E$quema S, na Zona Sul do Rio (Reprodução)

Os advogados Frederick Wassef, ligado à família do presidente Jair Bolsonaro, Cristiano Zanin, que defende o ex-presidente Lula, e Ana Tereza Basílio, do governador afastado Wilson Witzel, estão entre os alvos, nesta quarta-feira (9), de mais uma etapa da Lava Jato do Rio de Janeiro. Batizada de E$quema S, a operação investiga supostos desvios de R$ 150 milhões do Sistema S (Sesc, Sesi e Senai) por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo, entre 2012 e 2018, com base em uma delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da Federação do Comércio do Rio (Fecomércio-RJ). De acordo com os investigadores, o objetivo dos desvios era criar uma blindagem para manter o empresário Orlando Diniz no comando das entidades no estado.

A operação do Ministério Público Federal (MPF) com a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, fez busca e apreensão em 50 endereços no Rio, São Paulo e Brasília, incluindo os escritórios dos envolvidos.

Além de Wassef, Zanin e Basílio, também estão entre os alvos os escritórios da ex-primeira dama do estado Adriana Ancelmo, Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Tiago Cedraz e Cesar Asfor Rocha.

A ordem dos mandados foi expedida pelo juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Os investigados são suspeitos da prática estelionato, peculato, tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, pertinência a organização criminosa e sonegação fiscal.

Orlando Diniz, 54 anos, comandou a Fecomércio-RJ desde o início dos anos 2000 até ser preso, em 2018, em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio. Diniz ficou quatro meses preso, até ser solto em junho por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao longo desses anos, Diniz disputou poder político com o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos, que comanda a confederação desde 1980. Diniz chegou a se candidatar à presidência da CNC em 2013, mas obteve apenas um voto na época.

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