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Martha Rocha, um metro e meio contra milícias do Rio

Atualizado: há 6 dias


(Divulgação)

Animada pela primeira pesquisa Ibope que lhe dá um empate técnico na segunda colocação com o prefeito Marcelo Crivella, em eleição que parecia ser fadada a uma polarização apenas entre o atual e o ex-prefeito Eduardo Paes, a candidata do PDT, ex-delegada Martha Rocha, mostra que não está no pleito apenas para participar.

Em entrevista à revista Carta Capital nesta terça-feira (13), a candidata fala como profunda conhecedora da cidade, pelos seus 28 anos na Polícia Civil, onde, segundo ela, conheceu tanto as dificuldades do povo carioca quanto as dificuldades da cidade. “A Polícia me permitiu ver a vida como ela é”, disse a candidata, que, apesar do seu 1,52m de altura, garante que vai combater as milícias, com inteligência e gestão integrada entre os governos municipal, estadual e federal, o Ministério Público e o Judiciário: “Não tenho medo de cara feia, não tenho medo de criminoso”, garante.

Ao contrário de seus principais concorrentes, que têm altos índices de rejeição por parte do eleitor (Crivella tem 59% e Eduardo Paes tem 30%, segundo o Ibope), além de envolvimentos em inquéritos policiais que apuram supostas participações em esquemas de corrupção, a ex-chefe de Polícia Civil aproveita essa vantagem para elevar o tom de sua campanha.

A candidata-delegada anuncia que uma de suas primeiras medidas, caso seja eleita primeira prefeita da história da cidade, será reassumir o controle da administração dos hospitais municipais, hoje entregue às chamadas Organizações Sociais (OSs), instituições envolvidas, em sua maioria, no cerne de esquemas de corrupção investigados pela polícia e o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro. A administração voltará para a Fundação Municipal de Saúde, segundo ela:

- [Reassumir o controle] é nosso dever. Nos momentos difíceis se tem que tomar as decisões mais sábias. Fazendo uma comparação [da administração pública com as OSs], o número de servidores que era de 28 mil caiu para 23 mil profissionais da área de saúde, e aumentou de 3 mil para 30 mil os profissionais terceirizados. Sou do PDT, partido trabalhista de Getúlio Vargas, não podemos aceitar [essa precariedade de salários e direitos trabalhistas]. A retomada da gestão será direta da secretaria através da fundação – declarou a candidata.

Perguntada sobre a condução da pandemia e se adotaria regras de isolamento mais severas caso se acentue novamente, Martha Rocha afirmou que seguirá a ciência, mas não hesitará em isolar a cidade se a situação se agravar.

- Vida em primeiro lugar. Se houver necessidade, não será a primeira vez que tomarei uma decisão difícil na minha vida. Tomarei, se assim indicar a ciência – disse ela, lembrando que indecisões, negacionismos e medidas equivocadas nas esferas dos governos contribuíram para agravar a pandemia.

Ameaçada de morte 14 vezes antes de deixar a polícia (para não preocupar ainda mais a família, ela deixou de se referir às outras vezes) e ingressar na política em 2014, Martha Rocha se sente à vontade para falar do papel que a Prefeitura deve exercer no combate às milícias que tomaram grande parte da cidade sob as barbas dos governantes, senão até com cumplicidade ou omissão. O poder dessa máfia cresceu muito além do tráfico de drogas, dos transportes alternativos, dos gatos de energia e de sinal de TV e do controle da venda de gás - lembra a candidata. Além de tudo isso, diz Martha Rocha, é preciso combater o seu 'empreendorismo', hoje avançado nas construções irregulares principalmente na Zona Oeste.

- Não posso acreditar que a Prefeitura não tenha visto o que estava acontecendo na Muzema. Foi preciso 22 pessoas morrerem para identificarem isso que estou dizendo, a milícia como empreendedora. A Prefeitura tem que ter uma gestão integrada. Tudo o que acontecer no território da prefeitura ela tem que tomar conhecimento. Ter [na gestão] a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Federal, o Ministério Público, o Poder Judiciário e os órgãos da prefeitura. Não pode ficar papel pra lá papel pra cá. Tem que haver interlocução entre os governos. O que não é bom para a cidade do Rio de Janeiro não pode ser bom para o Brasil – apontou.

A candidata do PDT promete que disposição não vai faltar e mostra o que seria uma “administração Martha Rocha na Prefeitura do Rio”:

- Posso garantir que como prefeita da cidade do Rio de Janeiro a gente vai enfrentar isso com essa ideia de gestão integrada; chamar todos os atores para somar forças em defesa do povo carioca. Vamos lá governo federal, dessa parte, preciso de você comigo. A milícia se combate também seguindo o dinheiro. O presidente da República [Jair Bolsonaro] construiu sua vida política no Rio de Janeiro, o presidente da Câmara dos Deputados [Rodrigo Maia] e o do Supremo Tribunal Federal [Luiz Fux] construíram sua vida pública no Rio. Está na hora do prefeito bater na porta dessas pessoas para dizer: vamos olhar para o Rio de Janeiro, vamos ajudar o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro merece. Da minha parte não vai faltar disposição.

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