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Mobilidade urbana em Niterói: os esquecidos (1)


A mobilidade urbana em Niterói ainda não chegou a Bruno, que se arrisca a cair no buraco para chegar em casa

A mobilidade urbana em Niterói é um dos temas mais caros à atual administração, cujas marcas principais são obras de grande impacto sobre a circulação viária da cidade, como a conclusão do mergulhão Ângela Fernandes, a construção do túnel Charitas-Cafubá e o alargamento da rua Marquês de Paraná.

Em comum, todas essas obras têm entre si o fato de terem sido realizadas ao longo de grandes corredores viários da cidade, consideradas as grandes artérias da tal mobilidade urbana em Niterói. Contudo, por maior que seja o número de pessoas beneficiadas por essas intervenções, existem, entre os esquecidos da prefeitura, alguns dos que mais precisariam ser alcançados por ela - as pessoas com mobilidade reduzida.


Os sem mobilidade urbana de Niterói


Fora dos eixos viários, quanto mais nos aproximamos dos grotões periféricos da cidade surgem de forma mais visível os alijados da tal mobilidade urbana. Os que mais sofrem em geral são pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida.

É o caso Bruno Rodrigues Ribeiro, 38 anos, morador do bairro Ititioca, na região da grande Pendotiba. Bruno nasceu prematuro e convive com uma limitação de mobilidade, em razão de má formação congênita. Ele anda com o auxílio de muletas, mas há mais de cinco anos enfrenta uma dificuldade extra nos seus deslocamentos: uma cratera aberta na altura do número 43 da rua Monte Castelo, onde mora.

O buraco é fruto de um deslizamento causado pelas chuvas em dezembro de 2014, que levaram parte da rua e o muro das casas naquele ponto. Além de não ter sido fechado até hoje, trazendo transtornos aos moradores, o buraco ameaça causar novos deslizamentos na rua a cada chuva forte. Os moradores do número 43 precisam passar por uma ponte improvisada com tábuas para entrar e sair de casa.

Bruno não precisa atravessar essa ponte tosca, mas se sente inseguro ao caminhar por ali - onde precisa necessariamente passar para chegar em casa -, pois um descuido pode provocar sua queda dentro do buraco. Ele diz que já fez várias solicitações à prefeitura e chegou até a pedir uma audiência ao prefeito Rodrigo Neves, mas até hoje não foi atendido.

Assista ao vídeo gravado e enviado por Bruno ao TODA PALAVRA:


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