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Moro entrega "zap" de Bolsonaro: "Quero apenas a PF do Rio"


O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, depôs no STF no último sábado (Agência Brasil)

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, confirmou em seu depoimento prestado no último sábado – vazado hoje - que recebeu uma mensagem de celular do presidente Jair Bolsonaro na qual ele teria afirmado que “queria” a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro sob sua influência, sem dizer quais eram seus interesses específicos nesse cargo. Bolsonaro teria dito, segundo depoimento de Moro no inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal, que ele poderia escolher todos os demais superintendentes da PF, mas que ele (Bolsonaro) queria definir o nome para a regional do Rio.

"No começo de março de 2020, estava em Washington, em missão oficial com o Dr. Valeixo; que recebeu mensagem pelo aplicativo de Whatsapp do Presidente da República, solicitando, novamente, a substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, agora Carlos Henrique; que a mensagem tinha mais ou menos o seguinte teor: 'Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro'", relatou Moro no depoimento.

Crimes investigados

Em agosto de 2019, Bolsonaro entrou em atrito com o ex-ministro da Justiça, ao anunciar a troca do comando da Superintendência da PF do Rio. Ao deixar o governo, Moro denunciou as tentativas do presidente de interferir nas nomeações e de impor mudanças na estrutura hierárquica da corporação por vontade pessoal, inclusive com a demissão do então diretor-geral a PF, Maurício Valeixo.

Desde então, um inquérito foi instaurado no STF, por determinação do ministro Celso de Mello, para investigar se houve irregularidades que confirmem o cometimento de crimes de responsabilidade. O inquérito corre em segredo de Justiça . O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo para investigar oito possíveis crimes: falsidade ideológica, coação, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra. A Justiça vai decidir quem cometeu e quais crimes foram cometidos.

Em 30 de abril, o presidente tentou nomear o delegado Alexandre Ramagem, amigo da família e seu coordenador de segurança na campanha eleitoral presidencial, para ser o diretor-geral da PF. O ato, no entanto, foi suspenso por uma liminar do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Entre 27 nomes, o do Rio

Sem poder contar com Ramagem, Bolsonaro nomeou nesta segunda-feira (04) o delegado Rolando Souza para ser o diretor-geral. Tão logo assumiu, foi confirmado o que se esperava: a troca de comando no Rio. Dentre os 27 nomes de superintendentes que ocupam os cargos regionais (26 estados e Distrito Federal), foi escolhido Carlos Henrique Oliveira, do Rio de Janeiro para ocupar o cargo de diretor-executivo, número dois na hierarquia do órgão, em Brasília.

Foi o argumento de Bolsonaro para negar que ele tenha orientado Rolando Souza para “abrir a vaga” no Rio. Efetivada a mudança, se concretizará a troca de comando no Rio, como era desejo de Bolsonaro, segundo acusou publicamente e confirmou, em depoimento no STF, Sérgio Moro.

“Patifaria”

Nesta terça-feira, na porta do Palácio do Planalto quando ofendeu a imprensa e os jornalistas que aguardavam para entrevistá-lo, Bolsonaro disparou: "Para onde está indo o superintendente do Rio de Janeiro? Para ser o diretor executivo da PF. Ele vai sair da superintendência para ser diretor-executivo. Estou trocando ele? Estou tendo influência sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria", disse Bolsonaro.

Em seguida, Bolsonaro disse também que não tem nenhum parente investigado pela PF.

"O atual superintendente do Rio de Janeiro que o Moro disse que eu quero trocar por questões familiares, não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu, nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo dizendo que meus filhos querem trocar o superintendente."

Casos sensíveis no Rio

Ao contrário do que afirma Bolsonaro, segundo o Portal UOL, a Polícia Federal do Rio tem casos sensíveis a ele, entre os quais o do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, envolvendo suposto relacionamento amoroso de seu filho Jair Renan com uma filha de Ronnie Lessa, segundo relato do porteiro. Além do filho senador, Flávio Bolsonaro, alvo de um inquérito sobre lavagem de dinheiro oriundo de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio. O caso acabou arquivado na PF, mas prosseguem investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio sobre derivações dos mesmos fatos.

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