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  • Da Redação

Movimento antivacina mundial inspira extrema-direita no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores não são os únicos no mundo a desqualificar a imunização contra doenças. O movimento anti-vacina é uma das bandeiras da extrema-direita mundial, e é embalado por teorias conspiratórias, fake news, negacionismo da ciência e da história.

José Cruz/Agência Brasil

Na Europa, esses grupos crescem e ganham força diante da possibilidade de uma segunda onda da epidemia que obrigue a um novo confinamento. Os chamados "coronacéticos" saem às ruas em protestos, pelo direito de contestar o vírus, a quarentena, a vacina e as medidas de saúde determinadas pelas autoridades.


Em abril, o movimento “Querdenken-711” ou “Pensadores Não-Conformistas-711”, criado em Stutgard por Michael Ballweg, empresário do ramo da tecnologia, realizou manifestações contra as restrições decretadas em razão da pandemia.


Apesar de a Alemanha não ter imposto um confinamento severo a seus habitantes, o grupo foi às ruas um dia antes da flexibilização da medida, reunindo centenas de pessoas que gritavam pela à "liberdade garantida pela Constituição". Eles se autodeclaram “pensadores livres”, mas de fato são pessoas alinhadas às correntes mais extremistas, entre elas, os neonazistas.

Reprodução / ANJ

No início de agosto cerca de 20 mil pessoas manifestaram-se em Berlim , a maioria sem máscara, sem distanciamento. A polícia interrompeu a manifestação.

O movimento surgiu na Holanda, onde houve confronto com a polícia. Outro grupo alemão, o "Virus Truth", questiona as decisões dos médicos e autoridades de saúde.


Na Espanha, além do grito antivacina e de "não à ditadura", manifestantes sem máscaras e aglomerados também protestaram contra a tecnologia 5G, em Madri. Mas foram interrompidos pela polícia, que tem apoio da maioria dos habitantes. Em Bucarest, na Romênia, os antivacinas desfilaram com símbolos religiosos, a bandeira nacional e faixas dizendo "Acredito em Deus, não na Covid-19".


E em Londres, dezenas de pessoas protestaram em julho contra o uso obrigatório de máscaras em lojas e supermercados. Portavam cartazes e faixas dizendo que as medidas preventivas contra a pandemia seriam, na verdade, para "controlar mentes".


Na contramão desses movimentos antivacina, há os que saem às ruas para cobrar mais ações dos governantes. Na Sérvia, no início de julho, manifestantes acusavam o presidente Aleksandar Vucic, do partido conservador, de ter facilitado uma nova onda de contágios com a abertura do comércio e restabelecimento dos serviços não-essenciais, mirando as eleições. Na Suécia, onde as medidas mais flexíveis geraram grande onda de contágios, os habitantes solicitaram medidas mais estritas.


O ceticismo atinge também os governantes. Além de Jair Bolsonaro, que desde o início ignorou o uso de máscara e até hoje provoca aglomerações por onde passa, figuram na lista o presidente Donald Trump (EUA), e Matteo Salvini. Os dois últimos, porém, depois das críticas e dos números de mortes provocadas pela doença, reviram suas posições em relação ao uso de máscara. Trump, inclusive, está investindo milhões de dólares no desenvolvimento de uma vacina para imunizar em massa o povo americano.


*Com informações do jornal Notícias de Portugal.

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