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Pandemia adia a Copa Niterói de Pebolim

Veja como os atletas da modalidade estão buscando alternativas nesse cenário de isolamento social


Por Eduardo Gomes


Delegação brasileira na Copa do Mundo de Pebolim 2019, realizada na Espanha. Fonte: Reprodução / Acervo do atleta Luciano Santos

É inegável que a pandemia do coronavírus (Covid-19) que assolou todo o mundo, modificou radicalmente a rotina social de vários países. No caso do Brasil, o isolamento social iniciado em março já gerou diferentes debates e tensões, mas segue ocorrendo, principalmente considerando a crescente do número de casos confirmados no país (considerando os números oficiais, em todo território nacional até o momento dessa publicação, foram confirmados mais de 79.000 casos de pessoas infectadas, tendo sido 5.513 mortes registradas).


Com todo esse triste cenário desenhado, o mundo dos esportes também foi abalado fortemente pela pandemia, com importantes competições espalhadas por todo o planeta sendo interrompidas. Em outros casos, jogos que aconteciam em estádios lotados, estão sendo realizados em espaços vazios, para não se gerar aglomerações de pessoas. No caso do Brasil e, mais especificamente, do Rio de Janeiro, não se faz diferente. E hoje abordaremos uma modalidade que para muitos é inusitada, mas que vem ganhando força no campo do esporte e que busca uma futura profissionalização: o totó, também conhecido como Pebolim, Fla-Flu ou Pacau, dependendo da região do Brasil em que estivermos falando.


Apesar de ainda contar com um número reduzido de atletas, o campo esportivo do totó no estado do Rio de Janeiro vem crescendo ultimamente, com a organização de um calendário anual próprio de competições e o aumento de jogadores espalhados por vários de seus municípios. Muitos desses, inclusive, realizam intercâmbio participando de competições que ocorrem em outros estados brasileiros ou até mesmo em outros países.


No Brasil, São Paulo e Espírito Santos são os estados que até o momento mais avançados estão no desenvolvimento da modalidade, conglomerando os melhores atletas do país. São esses os estados que, nas etapas da Copa do Mundo e dos Mundiais da modalidade ocorridas na última década, enviaram o maior número de atletas brasileiros para essas disputas. É em São Paulo também, de forma mais específica no município de São Vicente, que está localizada a Federação Brasileira de Pebolim (FEBRAPE). A federação já emitiu comunicados onde explicita que pretende organizar o Campeonato Brasileiro da modalidade no segundo semestre de 2020, mas que agora se encontra, tal como todos os outros esportes no país, em um cenário de incertezas devido a pandemia do coronavírus.


No Rio de Janeiro, os atletas envolvidos com a modalidade no estado estão espalhados por várias cidades. Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Guapimirim, Nova Friburgo, Macaé, entre outras, são apenas alguns dos municípios fluminenses onde existem atletas que regularmente disputam as competições organizadas em âmbito estadual. Com disputas realizadas já há uma década, e um calendário fixo organizado pelo menos nos últimos dois anos, o estado agora caminha para a institucionalização de uma federação estadual da modalidade. Em 2020, a agenda de competições contava com torneios mensais, organizados em diferentes municípios. Mas agora, com os efeitos da pandemia, tudo foi postergado.


Em Niterói, por exemplo, seria organizado na segunda quinzena de maio a Copa Niterói de Pebolim. Seria a segunda competição oficial organizada na cidade desde o ano passado, quando em novembro de 2019 ocorreu a Taça Cidade Sorriso de Pebolim, no bairro do Ingá. Os organizadores do evento afirmam que


com esse cenário da pandemia se tornou inviável manter o calendário de competições montados a priori, sendo necessário aguardar a volta da normalidade para, assim, tudo se reorganizar.

Entrevistamos o atleta carioca Luciano Santos, um dos principais jogadores brasileiros da atualidade e que integrou a seleção nacional de pebolim na última Copa do Mundo, ocorrida em 2019 na Espanha, na cidade de Murcia. Luciano falou sobre alguns dos efeitos que o cenário atual da pandemia tem gerado na agenda de competições do totó no Rio, tal como no país de forma mais geral:


Essa pandemia tem prejudicado o totó devido as pessoas estarem com medo de sair de casa, pela falta de transporte público e o fato da mídia todos os dias informar para ficarmos em casa, evitando assim contrair esse vírus. Com isso, nossa prioridade no momento é fazer com que todos possam se proteger.

Se modalidades mais estruturadas já estão sofrendo com o impacto econômico gerado pela pandemia do Covid-19, esportes poucos consolidados, como o totó, enfrentam um desafio ainda muito maior, no sentido de manter uma agenda de competições e buscar patrocínios (que ainda são muito escassos, quando não inexistentes), de forma que possa se manter o estímulo dentre aqueles que buscam se consolidar como jogadores de totó/pebolim no estado.


Luciano disse, ainda, como os principais atletas, federações e clubes ligados à modalidade, podem buscar alternativas para captar novos jogadores e investidores que enxerguem o totó, também, como uma possibilidade viável para a consolidação de um novo mercado do entretenimento a partir do esporte. Assim, poderiam efetivar o tão esperado campo esportivo do totó/pebolim no Brasil, tendo como principal objetivo futuro a possível inclusão da modalidade nos Jogos Olímpicos de verão organizados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), meta essa que faz parte da agenda internacional da modalidade. O atleta deu algumas dicas que entende como possíveis caminhos para aumentar o número de jogadores no país:


Nosso país respira futebol, ou seja, precisamos colocar premiações legais nesse sentido, dentro dos torneios de totó. Como por exemplo, utilizar camisas de times como parte dos prêmios, relacionando as duas modalidades. Para tudo isso dar certo, temos que ter um local para treinos fixos, pelo menos duas vezes por semana. Organizar torneios regularmente, realizar ampla divulgação e buscar patrocínios e investidores interessados, o que é fundamental. Promoções em torneio como “aquele que trouxer uma pessoa paga 50% do valor da inscrição ou a segunda inscrição é gratuita”, também são incentivos que vejo como possíveis para estimular mais jogadores para nosso esporte.

Mesmo sendo ainda uma modalidade muito incipiente, o totó caminha em passos curtos para um processo mais amplo de consolidação de um campo. O objetivo agora é conglomerar jogadores e investidores para, assim, alargar tais passos rumo ao processo definitivo de profissionalização da prática. Torcer por dias melhores após a pandemia, não só possibilitará a reorganização de competições até aqui adiadas, como a já citada Copa Niterói de Pebolim, como também permitirá que os atletas da modalidade continuem seguindo com o sonho de levar o totó para uma posição de maior centralidade no âmbito das competições esportivas em geral.

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