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Bolsonaro nomeia terceiro ministro para a Educação


Carlos Alberto Decotelli foi anunciado por Bolsonaro como novo ministro da Educação (Reprodução)

Depois da fuga de Abraham Weintraub para os Estados Unidos, o país tem um novo ministro da Educação. O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (25) pelo Facebook a nomeação do ex-presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Carlos Alberto Decotelli da Silva, como novo ocupante da pasta.

Decotelli é oficial da reserva da Marinha e, de acordo com a apresentação feita por Jair Bolsonaro pela rede social, é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, doutor pela Universidade de Rosário, Argentina, e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

O comando do MEC estava vago desde a semana passada, após saída de Abraham Weintraub, que protagonizou uma fuga polêmica para os EUA diante de uma provável prisão em dois inquéritos que ele responde no Supremo Tribunal Federal (STF). Decotelli será o terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro, depois de Weintraub e Ricardo Vélez.

A nomeação de Decotelli é considerada uma indicação da ala militar do governo e seria uma derrota da ala ideológica, que defendia a manutenção do alinhamento às ideias de Weintraub, seguidor do ex-astrólogo, que se diz filósofo, Olavo de Carvalho.

Fraude em licitação

Carlos Alberto Decotelli da Silva comandou o FNDE entre fevereiro e agosto de 2018. Ainda em sua gestão, o órgão publicou um edital no valor de R$ 3 bilhões que foi suspenso pela Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeitas de fraudes na compra de computadores e notebooks para alunos das redes públicas de ensino dos estados e municípios.

De acordo com a CGU, a licitação, entre outras irregularidades, previa a compra de 30 mil laptops para uma escola com apenas 255 alunos, no município de Itabirito, interior de Minas Gerais - mais de aparelhos por aluno.

O FNDE informou à CGU que faria a "correção" e o edital acabou sendo publicado no dia 21 de agosto e, uma semana depois, Decotelli deixou a presidência da autarquia.

Agora, o FDNE está nas mãos do Centrão, bloco político que apoia o governo no Congresso em troca de cargos. Em junho deste ano, Bolsonaro nomeou Marcelo Lopes da Ponte, assessor do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a presidência do órgão.

Com um orçamento de R$ 54 bilhões por ano, o FNDE é um dos órgãos do governo mais cobiçados. A autarquia vinculada ao Ministério da Educação é responsável por executar parte das ações relacionadas à educação básica em apoio aos municípios, como alimentação, material de apoio e transporte escolar.

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