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  • Da Redação

O "quarteto fantástico" que pode reerguer um gigante

Manchester United aposta na boa fase de Bruno Fernandes, Rashford, Martial e Greenwood, como forma de tentar fazer frente aos rivais Liverpool e City


Eduardo Gomes

Manchester United, de Bruno Fernandes, Martial e Matic, venceu hoje o Bournemouth. Foto: Instagram Oficial/Manchester United F.C.

Pela 33ª rodada da Premier League, o Manchester United venceu hoje (4) o Bournemouth pelo placar de 5x2 e assumiu a 4ª colocação na competição, com 55 pontos. O clube está três pontos atrás do Leicester City, 3º colocado. O Chelsea (5º), com 54, jogará ainda hoje contra o Watford e, se vencer ou empatar, pode ultrapassar o United.


Entretanto, mais do que a subida na tabela da atual temporada da Premier League, onde permanece vivo na briga por uma vaga na próxima UEFA Champions League, o que aqui destaco hoje é o crescimento do rendimento da equipe em campo, que com a vitória nesse sábado alcançou a marca de nove jogos sem ver derrotas no campeonato nacional e 16 partidas invictas por todas as competições que disputa. Essa é a melhor marca da equipe desde janeiro de 2017.


Tal processo é fruto de um melhor padrão de jogo que está sendo implantado pelo treinador norueguês e ídolo do clube quando jogador, Ole Gunnar Solskjaer. No jogo de hoje, o técnico dos Red Devils repetiu pela terceira vez seguida a mesma escalação da equipe, algo que não ocorria desde 2006, quando o clube ainda era treinado pelo lendário Sir Alex Ferguson. Esse fator não significa que o rodízio de jogadores nas partidas, alternativa muito utilizada pelos principais clubes europeus, deixou de ocorrer no United. Pelo contrário, com a nova regra de cinco substituições por jogo, Solskjaer tem mantido uma grande rotação no elenco em todas os jogos.


Em contrapartida, a rotação do elenco se torna uma alternativa de sucesso quando aqueles jogadores que entram, possam manter o nível dos que por hora serão "poupados". E a nível de plantel, tal como em relação ao padrão de jogo, é visível que o United ainda está atrás de seus rivais dominantes nos últimos anos na Terra da Rainha, Liverpool e Manchester City.


As equipes de Jürgen Klopp e Pep Guardiola, além de mais entrosadas, possuem elencos mais robustos, que permitem essa rotatividade de atletas com uma menor perda de qualidade e de resultados. Fato que, outrora, Sir Alex Ferguson fez muito bem no United, vencendo competições importantes sem necessariamente possuir "11 titulares absolutos" em seu plantel.


Todavia, apesar de possuir atualmente boas opções no banco do meio para frente (como James, Mata, Fred, McTominay ou Lingard), no geral, o nível dos atletas que hoje são considerados titulares nessas posições, tem se explicitado como muito superior a seus suplentes. Assim, é de se entender o porquê de Solskjaer investir nessa repetição da equipe que tem entrado em campo como titular. Trata-se assim, sem dúvidas, de uma tentativa para alcançar o "11 ideal" (considerando que o time passará, ainda nessa temporada, por decisões em competições de mata-mata, já que está nas semifinais da FA Cup e, também, praticamente classificado para as quartas da Europa League, onde ganhou o primeiro jogo do confronto com o LASK Linz-AUT por 5x0 nas oitavas). Mas indo além, é também uma maneira de aproveitar aqueles que mais resultados estão concedendo à equipe. Estou falando do quarteto de ataque formado por Bruno Fernandes, Greenwood, Rashford e Martial. E os números não me deixam mentir.


Desde que chegou ao United na janela de janeiro/2020, o português Bruno Fernandes assumiu as rédeas e se tornou o grande cérebro da equipe, onde tem sido extremamente decisivo. Até o momento, Fernandes realizou 9 jogos na Premier League, tendo anotado 6 gols e 5 assistências. Um desempenho espetacular e que, provavelmente, nem os mais otimistas com sua contratação esperariam tais números em tão pouco tempo.


Além de Bruno Fernandes, outro jogador que se enquadrou muito bem no esquema de Solskjaer, é o jovem inglês Mason Greenwood, de apenas 18 anos. Greenwood foi crescendo desde 2019 e hoje já possui status de titular na equipe. E não é por menos: em 41 partidas disputadas nessa temporada, por todas as competições, o menino anotou 15 gols e deu 5 assistências. Na Premier League já são 8 gols e, se marcar mais uma vez nessa atual edição, igualará a marca de Wayne Rooney, ídolo do próprio United e que, na temporada 2003-04, anotou nove gols aos 18 anos atuando pelo Everton.


Para fechar o "quarteto fantástico", se juntam à Bruno Fernandes e Greenwood a dupla de ataque formada por Marcus Rashford e Anthony Martial. Com o bom desempenho de ambos, essa provavelmente se consolidará como a melhor temporada desde que começaram a atuar juntos. A imprensa britânica chegou a compará-los com a dupla Dwight Yorke e Andy Cole, campeões da tríplice coroa (Champions League, Premier League e FA Cup) com o United em 1999.


Com a saída de Lukaku no último verão europeu, transferido para a Inter de Milão, muitas dúvidas permearam o ataque do Manchester United. Mas a dupla atual tem dado conta do recado: enquanto Martial possui um total de 39 jogos, 20 gols e 6 assistências na temporada, Rashford atuou em 36 partidas, marcou os mesmos 20 gols e concedeu 8 assistências. Na Premier League, a dupla também está empatada em gols: cada um anotou 15 tentos, tendo Rashford alcançado a marca em 26 partidas disputadas e, Martial, em 27 jogos. O treinador Solskjaer cobra os atletas e afirma que ambos possuem potencial para melhorarem essas marcas. Mas já é notório o avanço que ambos tiveram esse ano em seus desempenhos individuais e coletivos,


No total, o trio de ataque formado por Greenwood, Martial e Rashford, balançou a rede 55 vezes em toda a temporada, tendo também sido responsável por 19 assistências. Marca extremamente expressiva que, somada aos números de Bruno Fernandes, desde que esse chegou em janeiro, sobe para 61 gols e 24 assistências.


Evidentemente, os números explicitam um grande avanço no rendimento do United nesses últimos jogos. É notório que a equipe ainda se encontra a passos largos atrás de seus rivais Liverpool e City, campeões das três últimas edições da Premier League (já contabilizando a temporada atual). Apesar dessa distância, o clube ainda se mantém mais vivo do que nunca na briga pelos títulos da FA Cup e da Europa League em 2019/20.


Se conseguir manter alguns atletas que possam somar ao "quarteto fantástico" (como o francês Paul Pogba, que sofreu com contusões nos últimos tempos) e garantir a classificação para a próxima UEFA Champions League, teremos alguns indícios que, na próxima temporada, os Red Devils poderão, minimamente, incomodar a dinastia de seus maiores rivais.


Quem ganha é o futebol. E todos nós, que seguiremos acompanhando!

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