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Os escândalos de um governo onde não há corrupção


Inquérito investiga interferência de Bolsonaro na Polícia Federal para proteger o primogênito senador (Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que não existe corrupção em seu governo e dessa vez incluiu como imunes a escândalos não apenas seus ministros, mas também os parlamentares aliados do governo, como os do Centrão, sua principal base de apoio no Congresso conhecida pela prática do "toma lá, dá cá". A declaração foi feita em visita ao Maranhão nesta quinta-feira (29).

“Estamos fazendo mais com menos. E como disse o senador aqui, não existe uma só notícia de corrupção em nosso governo. Isso devemos obviamente pelos ministros e pelos parlamentares que trabalham em conjunto visando um só objetivo, o bem-estar do seu Estado e do nosso Brasil”, discursou o presidente ao participar da inauguração de um trecho da BR-135, em São Luís.

A fala do presidente poderia ser vista como um 'lapso de memória' não fosse o último escândalo tão recente. O então vice-líder do governo no Senado foi flagrado com R$ 33 mil escondidos nas partes íntimas, que, segundo a Polícia Federal, era dinheiro desviado dos cofres públicos que seria destinado ao combate à pandemia. Ainda segundo a PF, o senador atuava como 'gestor paralelo' e liderava esquema de corrupção com recursos da pandemia. Os recursos desviados no esquema eram oriundos de emendas parlamentares liberadas pelo governo.

O escândalo do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) não foi o único, apenas o mais recente. A gestão Bolsonaro acumula ao que se sabe vários casos envolvendo a suspeita de crimes de colarinho branco ou improbidade administrativa inclusive relacionados ao próprio presidente e a seus auxiliares no Executivo e no Congresso.

Para relembrar, eis os casos que já resultaram em inquérito policial, acusação formal do Ministério Público ou condenação:

Verbas de publicidade

O secretário de Comunicação Fabio Wajngarten, é investigado em inquérito da polícia Federal por corrupção passiva, desvio de dinheiro público e advocacia administrativa, no caso envolvendo as verbas de publicidade do governo - decantado na campanha eleitoral com Bolsonaro dizendo que ia "acabar com isso daí".

"Laranjal"

O caso do "laranjal" do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro (PSL), denunciado pelo Ministério Público Federal por apropriação indébita de recursos eleitorais, falsidade ideológica e associação criminosa.

Condenação

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já foi condenado por improbidade administrativa por fraude em plano de manejo de área de proteção ambiental.

JBS

Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, investigado por ter recebido em caixa 2 a quantia de R$ 300 mil da JBS. Ele fez acordo de não persecução penal com a Procuradoria Geral da República mas o caso ainda não foi julgado pela Justiça.

R$ 5 milhões de empreiteira

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), é investigado em inquérito policial acusado de receber R$ 5 milhões da empreiteira Queiroz Galvão para "viabilizar" venda de uma usina eólica estatal.

'Retrocessos' contra corrupção

Os casos que se referem diretamente ao presidente Jair Bolsonaro foram citados pela Transparência Internacional para a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento). Os casos foram citados como denúncias de "retrocesso" na prevenção e combate à corrupção. Entre eles, o inquérito contra Bolsonaro, por corrupção passiva, por suposta interferência na Polícia Federal para proteger amigos e familiares, entre os quais o primogênito senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), acusado de crime das rachadinhas. E também a falta de explicação para os depósitos em conta bancária da primeira-dama Michelle Bolsonaro feitos por Fabrício Queiroz, acusado pelo Ministério público do Rio de ser o operador do esquema das rachadinhas.

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