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Parlamentares de Niterói repudiam "lista negra" do MJ

Paulo Eduardo, Leonardo Giordano, Flávio Serafini e Waldeck Carneiro: indignação

Parlamentares de Niterói reagiram com indignação ao dossiê produzido dentro do Ministério da Justiça que cria uma “lista negra” de professores e agentes de segurança ligados ao movimento antifascista. Vereadores e deputados da cidade manifestaram-se de forma veemente e solidária ao vereador Sandro Araújo (Cidadania), agente licenciado da Polícia Federal e criador da Frente Antifascista Niterói, cujo nome é um dos 579 marcados como inimigos na lista da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça, como acontecia com os opositores da ditadura militar de 1964.

O vereador Paulo Eduardo Gomes, líder da bancada do PSOL na Câmara de Niterói, falando ao jornal TODA PALAVRA, anunciou que irá propor à Mesa Diretora uma reunião para discutir atitudes a serem adotadas pela casa, entre outras ações que, segundo ele, os partidos democráticos devem tomar a nível nacional contra as perseguições patrocinadas pelo Ministério da Justiça contra os policiais antifascistas.

“Sandro tem amparo na Constituição para ser antifascista. Ser fascista ou se comportar enquanto tal, isso sim, é crime! Sandro tem nosso irrestrito apoio”, afirmou Paulo Eduardo. “Penso que o PSOL, entre outros partidos antifascistas, deve encaminhar urgente representação ao STF para a pronta investigação sobre o que se trama no Ministério da Justiça desde os primeiros passos do governo Bolsonaro.”

O também vereador de Niterói Leonardo Giordano (PCdoB), que disputou as últimas eleições como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo PT, mostrou-se revoltado com a prática revelada do Ministério da Justiça em meio à tragédia da epidemia de coronavírus enfrentada pelo país:

“No meio de uma pandemia, onde o governo federal tem faltado tanto, inclusive às cidades como Niterói, que ajuda muito pouco, quase nada, em um momento em que estamos à beira da maior crise econômica que esse país já teve, com o desemprego comendo solto, o governo federal está ocupado com perseguição política e inventando, como sempre, confusão, dividindo as pessoas, perseguindo as opiniões diferentes, atacando a democracia. É lamentável a postura do governo federal e completamente surpreendente como, inclusive, as pessoas de NIterói são prejudicadas diversas vezes por esse tipo de conduta. Este governo parece um pesadelo”, enfatizou Giordano em mensagem enviada ao TODA PALAVRA.

O jornal também ouviu o deputado estadual Flávio Serafini, morador de Niterói e pré-candidato a prefeito da cidade pelo PSOL, que comungou com os demais protestos e também hipotecou solidariedade ao vereador da cidade que se tornou um dos alvos da perseguição política movida pelo governo federal.

“Essa notícia mostra como a nossa democracia está sendo corroída por dentro. Não só com as afrontas que o Bolsonaro faz aos outros poderes, mas com o estabelecimento de práticas persecutórias, usando os recursos do estado para perseguir quem pensa diferente. É um absurdo, um atentado à democracia e à livre manifestação das ideias. É importante que todas as forças políticas tenham solidariedade àqueles que se manifestam a favor da democracia e são perseguidos por isso. MInha solidariedade ao vereador Sandro Araújo e a todos os policiais antifascistas, que muito antes do governo Bolsonaro já se manifestavam contra as pressões autoritárias que marcaram o nosso país”, declarou Serafini.

Em comunicado divulgado para as suas redes sociais, o também deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), ex-secretário de Educação de Niterói e professor da UFF, também demonstrou indignação e perplexidade diante da existência de dossiê produzido por um órgão de estado para perseguir adversários do governo:

“O Ministério da Justiça deve ser pilar na defesa do Estado Democrático de Direito, Mas no governo fascista de Bolsonaro, o MJ retoma velha prática ditatorial de listar e monitorar adversários do regime, no caso, agentes de segurança que integram o movimento de policiais antifascistas. Absurdo!”


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