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  • Da Redação

Pesquisa avalia impactos socioeconômicos da pandemia

Um estudo, coordenado no Brasil pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), em parceria com a Escola de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP), vai medir o impacto social e econômico da pandemia, com o objetivo de contribuir para a adoção de políticas públicas e ações estratégicas de enfrentamento.


Pesquisa quer saber como o brasileiro está enfrentando a crise. Tomaz Silva / Agência Brasil

Intitulado "Termômetro Social Covid-19 Brasil", o levantamento, que já passou pela etapa inicial, ingressou no dia 18/8 na fase da pesquisa de campo. Desenvolvido de forma completamente online, ele é fruto da pesquisa Barômetro Covid-19/Opinião Social, que está sendo realizada em Portugal pela UNL. O inventário brasileiro prevê um inquérito nos mesmos moldes que naquele país, mas inclui também as comunidades e populações vulneráveis, como residentes em favelas, áreas rurais e em situação de rua.


O que os brasileiros pensam do isolamento social? Quais são as principais dificuldades da população para acessar os serviços de saúde? Quais mecanismos as famílias, principalmente as que atuam na informalidade, estão adotando para enfrentar sua condição de saúde? Essas são algumas das perguntas que fazem parte do questionário submetido aos entrevistados.


Segundo a coordenadora da pesquisa no Brasil e vice-diretora da Escola de Governo em Saúde da ENSP, Rosa Souza, a participação da população é fundamental, já que o estudo contempla questões ainda não respondidas ou pouco compreendidas.


“A Termômetro Social Covid-19 Brasil vai nos ajudar a entender, por exemplo, como as famílias estão conseguindo acessar os serviços de saúde e quais os tipos ou pontos de atenção recorridos, além de como as tecnologias à distância, entre elas, a Telemedicina, vêm sendo utilizadas como recurso estratégico nesse processo”, explica.


A pesquisa também vai analisar o acesso às políticas de proteção social e seguridade, o uso de automedicação e a violência doméstica nas comunidades em um contexto de isolamento social.

Reprodução / AMAERJ

“É sabido que o número de denúncias tem aumentado, por isso, queremos entender o tipo de violência e em que medida e contexto ela vem ocorrendo. O estudo contribuirá significativamente para a compreensão do impacto do distanciamento social na população brasileira, com recorte e avanço importante, inclusive em populações vulneráveis”, destaca Rosa.


A análise da violência doméstica é um diferencial em relação a outras pesquisas desenvolvidas com a mesma finalidade, segundo Liana Wernersbach Pinto, chefe do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP). Para a pesquisadora, essa abordagem é fundamental, já que ligações para o Ligue 180 apontam aumento de cerca de 14% nas denúncias de violência contra mulheres nos quatro primeiros meses de 2020, quando comparados ao ano passado.


“As vulnerabilidades, a vitimização e o testemunho de situações de violência representam uma ameaça para alguns grupos, que se veem em uma situação de confinamento com seus agressores e são impossibilitados de se comunicar com outras pessoas ou órgãos de denúncias”, alerta.


Todos podem participar da pesquisa Termômetro Social Covid-19 Brasil. O formulário pode ser acessado aqui. Para dúvidas e informações, basta enviar um e-mail para: termometrobr.covid19@gmail.com .

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