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PF: aviões, helicópteros e imóveis do tráfico de drogas


Um dos aviões apreendidos na Operação Além Mar da PF (Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal contabiliza a apreensão de quatro aviões, três helicópteros; dois jet skis e quatro embarcações, além de imóveis, caminhões e veículos de luxo como resultado de 37 mandados cumpridos no âmbito da Operação Além Mar, deflagrada no dia 18 de agosto para investigar o tráfico internacional de drogas no país.

De acordo a PF, quatro organizações criminosas autônomas que atuavam em conexão enviaram toneladas de cocaína para a Europa, usando os portos de vários estados, entre eles, o Porto de Natal no Rio Grande do Norte.

No dia em que foi deflagrada a operação, a PF informou que a primeira célula criminosa, estabelecida na cidade de São Paulo, usava a fronteira do Brasil com o Paraguai para fazer com que a droga entrasse no país para, via aérea, ser levada ao estado de São Paulo, onde era distribuída no atacado para organizações criminosas estabelecidas no Brasil e na Europa.

Um segundo grupo criminoso, em Campinas, recebia a cocaína para distribuição interna e exportação para Cabo Verde e Europa. A terceira célula criminosa, localizada no Recife, era integrada por empresários do setor de transporte de cargas, funcionários e motoristas de caminhão cooptados.


Um dos helicópteros apreendidos na operação que envolveu 600 policiais federais (Divulgação/PF)

A quarta parte da organização criminosa era estabelecida na região do Braz, em São Paulo, e atuava como banco paralelo, disponibilizando sua rede de contas bancárias para movimentação de recursos de terceiros, de origem ilícita, mediante controle de crédito/débito.

Em sua fase inicial, a Operação Além Mar cumpriu 139 mandados de busca e apreensão e 50 de prisão, sendo 30 de prisões temporárias e 20 de prisões preventivas. A determinação então dada pela Justiça Federal foi a de apreender cinco helicópteros, sete aviões, 42 caminhões e 35 imóveis urbanos e rurais, além do bloqueio de R$ 100 milhões.

As ações ocorrem em endereços relacionados aos investigados nos estados de Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Goiás, da Bahia, Paraíba, do Ceará, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Segundo a PF, as investigações começaram há quatro anos pela Superintendência de Pernambuco.


Quatro caminhões tanques foram apreendidos na operação contra o tráfico internacional de drogas (Divulgação/PF)

Lavagem de dinheiro e tráfico internacional em SC

Em continuidade a investigações realizadas na operação Joias do Oceano, a Polícia Federal identificou novos bens pertencentes a um indivíduo preso em 2017 e condenado por ser um dos líderes de uma organização criminosa que exportou mais de 8 toneladas de cocaína para países como Bélgica, Holanda, Itália, Espanha, Turquia e México a partir dos portos de Itajaí e Navegantes.

De acordo com informação da PF, na primeira fase da operação, direcionada à identificação da lavagem dos bens do tráfico e deflagrada em julho/2019, foram sequestrados mais de R$ 75 milhões em apartamentos, casas e veículos de luxo do grupo criminoso, sendo cumpridos também 32 mandados de busca e apreensão.

A partir de novas diligências e análise do material arrecadado durante as buscas, foram identificados outros bens e valores que vinham sendo ocultados pelo investigado por meio de laranjas e empresas. Nessa segunda fase da operação, a Polícia Federal apresentou hoje (20/8) novo pedido de sequestro de bens e ativos na importância de R$ 11 milhões, o que foi deferido pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Itajaí.

Foram constatados indícios de que o investigado, com auxílio de pessoas físicas e jurídicas, usou o dinheiro do tráfico para adquirir diversos bens e direitos como um apartamento e uma cobertura de luxo na cidade de Itapema; a sede de um clube recreativo na cidade de Joinville; terrenos; um sítio; valores aplicados como investimento em uma rede de laboratórios clínicos; e um motorhome utilizado em rodeios e feiras de exposição.

As investigações tiveram por objetivo principal a descapitalização do grupo criminoso, com a perda dos bens e valores obtidos com as práticas criminosas, em favor do Estado e da sociedade. Com o apoio da SENAD/MJ, aguarda-se autorização judicial para que os bens sejam logo levados a leilão.

Por suas condutas, os investigados também responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, previsto na Lei nº 9.613/98, que prevê pena de 3 a 10 anos de prisão.


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