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PF avisou Flávio Bolsonaro sobre "alvo" Queiroz

Atualizado: Mai 18

PGR já solicitou que a PF ouça o empresário Paulo Marinho no inquérito que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro: alvos da Polícia Federal (Reprodução)

Revelação bombástica feita pelo empresário Paulo Marinho, em reportagem publicada na Folha S.Paulo, neste domingo (17), revela mais uma prova de que instituições publicas foram usadas para fraudar o processo eleitoral de 2018, favorecendo Jair Bolsonaro e a ascensão da extrema-direita no país. Segundo o empresário, na entrevista à jornalista Mônica Bergamo, a Polícia Federal vazou para Flávio Bolsonaro que o esquema da “rachadinha” estava sendo investigado e que ele deveria demitir seu então assessor Fabrício Queiroz, que era uma espécie de tesoureiro da família Bolsonaro.

Paulo Marinho, que foi suplente de Flávio na candidatura ao Senado, disse que o filho de Jair Blosonaro soube com antecedência que a Operação Furna da Onça, que atingiu Queiroz, fora deflagrada. “Foi avisado da existência dela entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura de Jair Bolsonaro”, aponta a reportagem, dizendo, ainda segundo o empresário, que “os policiais teriam segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a candidatura de Bolsonaro. O delegado-informante teria aconselhado ainda Faávio a demitir Fabrício Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete do deputado federal de Jair Bolsonaro em Brasília. Os dois, de fato, foram exonerados naquele período – mais precisamente no dia 15 de outubro de 2018”, diz a reportagem.

O escândalo estourou logo depois e Queiroz se tornou um “foragido” único, porque seu paradeiro sempre foi de conhecimento geral, mas seguiu blindado.

Flávio nega

As informações sobre as investigações teriam sido repassadas por um delegado da PF, não identificado por Marinho, que teria encontrado representantes de Flávio na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Uma das pessoas presentes no encontro seria Val Meliga, “irmã de dois milicianos que foram presos”, disse Marinho, segundo a reportagem. O empresário foi um dos mais próximos apoiadores de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. Ele rompeu com o clã Bolsonaro após as eleições. Marinho é atualmente pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio.

Em nota, Flávio Bolsonaro nega as acusações e acusa Marinho de fazer a denúncia por motivos eleitorais. O senador, num trecho da nota, afirma que Marinho quer prejudicá-lo para assumir sua posição no Senado; noutro, questiona “por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais, em que ele (Marinho) se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás?”. E conclui a nota, dizendo: “Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos”.

PGR pede para ouvir Marinho

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou neste domingo um ofício à Polícia Federal solicitando o depoimento do empresário Paulo Marinho no inquérito que apura suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro no órgão. Pede para ouvir também Miguel Ângelo Braga Grillo, chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro desde 2007. A investigação envolvendo o presidente foi aberta depois que o ex-ministro Sergio Moro denunciou suposta intervenção de Bolsonaro na PF.

No ofício, a PGR solicitou acesso à cópia integral do inquérito conduzido pela PF “que teve por objeto a apuração de supostos vazamentos relativos à operação 'Furna da Onça'".

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