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PF: fogo no Pantanal começou em grandes fazendas


Combate ao fogo no Pantanal, por bombeiros e brigadistas (Chico Ribeiro/Governo Mato Grosso do Sul)

Enquanto em discurso na ONU o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) culpou índios e caboclos pelos incêndios na Floresta Amazônica e no Pantanal, na vida real a Polícia Federal trabalha para prender os verdadeiros responsáveis pelos crimes ambientais no Brasil. Ao menos os incêndios que devastaram 25 mil hectares do Pantanal começaram em quatro fazendas de grande porte em Corumbá (MS), concluiu investigação da PF iniciada em junho. A suspeita é que produtores rurais tenham colocado fogo na vegetação para transformação em área de pastagem.

De acordo com as investigações, havia gado em duas das quatro fazendas de Corumbá onde os focos teriam começado. As fazendas são: a Califórnia, de propriedade de Hussein Ghandour Neto (1.736 hectares); Campo Dania, de Pery Miranda Filho e Dania Tereza Sulzer Miranda, mãe dele (3.061,67 hectares); São Miguel, de Antônio Carlos Leite de Barros (33.833,32 hectares); e Bonsucesso, de Ivanildo da Cunha Miranda (32.147,06 hectares).

Segundo reportagem do G1, o advogado de Ivanildo Miranda, Newley Amarilla, disse que a defesa técnica somente será apresentada quando (e se) houver denúncia pelo Ministério Público Federal (MPF). Disse ainda que Ivanildo colabora com as investigações e "que a ele também interessam, pois é uma das vítimas das queimadas".

Análise das imagens de satélite

Devido o grande aumento de queimadas na região do Pantanal, a delegacia da PF em Corumbá começou a monitorar alguns focos. A suspeita é que foram provocados intencionalmente, por pessoas que se aproveitaram da situação climática atípica e da estiagem na área.

Nas análises de imagens de satélite de toda a região, os investigadores constataram que alguns focos eram próximos de áreas de preservação e começaram dentro de propriedades particulares.

Os investigadores descobriram quando os incêndios começaram nas fazendas: Califórnia, em 30 de junho; Campo Dania, em 1º de julho; Bonsucesso, em 14 de julho; e São Miguel, em 16 de julho.

Operação Matáá

Em 14 de setembro, a Polícia Federal deflagrou operação para apurar a responsabilidade criminal pelas queimadas na região do Pantanal. A ação, batizada de Matáá (fogo, no idioma guató, em referência aos índios pantaneiros Guatós que vivem nas proximidades da área atingida), cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Corumbá e Campo Grande (MS).

Na fazenda de Pery Miranda Filho, os policiais encontraram armas e munições, e ele foi preso em flagrante, sendo solto no dia seguinte por determinação judicial.

Para chegar aos locais das queimadas localizados no interior do Pantanal, foram utilizadas aeronaves e embarcações da PF. Os investigados poderão responder pelos crimes de dano a floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a Unidades de Conservação, incêndio e poluição. As penas somadas podem ultrapassar 15 anos de prisão.

O Pantanal registrou o maior número mensal de focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998: entre 1º de setembro e a última quarta-feira (23), foram registrados 6.048 pontos de queimadas no bioma.

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