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PGR recua em denúncia contra líder do Centrão


Arthur Lira (PP-AC), líder do Centrão, principal base do governo Bolsonaro (Luís Macedo/Câmara dos Deputados)

A nova chefe da Lava Jato, subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite uma denúncia oferecida pela própria Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), um dos maiores aliados do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Lira é líder do "Centrão”, grupo de nove partidos que passou a integrar a base do governo Jair Bolsonaro na Câmara e conhecido pela prática do "toma lá, dá cá", hoje com cerca de 160 deputados.

A chefe da Lava Jato, que entrou no lugar do procurador Deltan Dallagnol após especulações sobre intervencionismo da PGR na Força-tarefa do Paraná, é uma das mais próximas auxiliares do procurador-geral, Augusto Aras, escolhido para o cargo pelo presidente Bolsonaro fora da lista tríplice. Lindôra se manifestou a favor de um pedido feito pelos advogados do deputado Arthur Lira, que alegaram não haver provas na denúncia que liguem Lira ao suposto recebimento de propina de R$ 1,6 milhão da empreiteira Queiroz Galvão, como apontou três meses atrás a acusação do próprio Ministério Público Federal, por corrupção passiva, feita formalmente ao Supremo.

Lira teria recebido propina da empreiteira pelo apoio do PP à permanência de Paulo Roberto Costa na diretoria da Petrobras. Costa foi preso em março de 2014 e se tornou um dos principais delatores na Lava Jato de Curitiba.

De acordo com o G1, a procuradora argumentou que “não consta da planilha de controle do "caixa de propina" à disposição do Partido Progressista nenhuma informação de que os referidos valores seriam destinados a Arthur Lira (consta a informação de que o "dinheiro foi para BSB destinado a políticos do PP/Liderança “)”.

Arthur Lira, pecuarista, é deputado federal do Partido Progressista (PP-AL), de direita, desde 2011, mesmo partido que Jair Bolsonaro representou entre 2005 e 2016. Lira teve grande influência nos ministérios da Saúde e da Cidade no governo golpista de Michel Temer.

Com o novo parecer da chefe da Lava Jato, indicando que não há provas da relação de Lira com o esquema de propina, a principal tese da denúncia foi praticamente desconstruída.

Como agora a Procuradoria diz que não há provas, caberá ao STF analisar e decidir se será aberta uma ação penal ou arquivá-la.

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