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Polícia prende 4 por decapitação de professor na França


(Reprodução)

Vítima, decapitada pelo agressor, tinha mostrado aos alunos caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre liberdade de imprensa. O crime ocorreu sexta-feira (16) perto da escola a 30 km da capital francesa.

Os detidos, inclusive um menor de idade, fazem parte do círculo familiar do agressor, morto a tiros em Eragny, cidade vizinha a Conflans-Sainte-Hororine, local do crime, disse a polícia. Os investigadores chegaram a eles ao fazer buscas pesquisar a identidade do assassino, que não teve o nome confirmado.

O professor de História, Samuel Paty, tinha 47 anos. Ele foi atacado por volta de 17h no horário francês - 12h em Brasília - com arma branca perto da escola onde lecionava, na comuna francesa Conflans-Sainte-Honorine, departamento Val-d'Oise, região de Île-de-France. O assassino foi morto pela polícia no início da noite.

O chefe da Procuradoria Antiterrorismo francesa, Jean-François Ricard, disse que, segundo a investigação, o agressor nasceu em Moscou e era de origem chechena.

"O homem neutralizado [...] Abdoulakh A. nasceu em 12 de março de 2002 em Moscou", disse Ricard, em uma coletiva de imprensa neste sábado (17).

O agressor residia oficialmente na França nos últimos 12 anos, confirmou a Embaixada da Rússia na França à Sputnik.

O representante da Justiça diz que o agressor, de 18 anos, pediu na rua aos alunos da escola que indicassem o professor que estava procurando e que a escola recebeu várias ameaças previamente. Ricard confirmou que nove pessoas foram detidas durante a investigação do caso, um deles tem uma meia-irmã, que faz parte do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).

Segundo o promotor, o acusado postou uma foto da vítima no Twitter após o ataque, acompanhada de uma mensagem dizendo que ele havia cometido o assassinato.

Segundo testemunhas, ao ver a aproximação dos policiais, ele teria gritado "Deus é grande" (Allahu Akbar, em árabe) e investido contra os agentes.

De acordo com a mídia, o professor havia recentemente dado aulas de liberdade de expressão a seus alunos e mostrado caricaturas do Profeta Maomé.

'Fazer cidadãos livres'

O presidente francês Emmanuel Macron esteve na escola e classificou o incidente de atentado terrorista. Em seguida, fez um pronunciamento emocionado:

"Um de nossos cidadãos foi assassinado porque estava ensinando, ensinando a seus alunos a liberdade de expressão, liberdade de acreditar ou não acreditar. Nosso compatriota foi vítima de um ataque terrorista islâmico injustificável. Quero dizer esta noite a todos os professores da França que estamos com eles, que toda a nação estará ao seu lado, hoje e amanhã, para protegê-los, para defendê-los, para capacitá-los a fazer seu trabalho, que é o mais belo que existe: fazer cidadãos livres."

Este é o segundo atentado terrorista na França em menos de um mês. No dia 25 de setembro, um homem usou uma faca para ferir dois funcionários do lado de fora do prédio da agência de produção de notícias Premières Lignes em Paris. O edifício era o mesmo da antiga redação do jornal satírico Charlie Hebdo, onde em 7 de janeiro de 2015 um ataque matou 12 funcionários do jornal em represália à publicação de caricaturas do profeta Maomé.

Em 13 de novembro de 2015, aconteceu o mais grave dos atentados terroristas em solo francês. Três explosões e seis fuzilamentos em diferentes pontos de Paris - um deles na casa noturna Bataclan durante um concerto musical - mataram 137 pessoas.


Com a Sputnik

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