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Pré-candidatos de Niterói apoiam adiamento das eleições

Atualizado: Jul 3


Vidas vêm antes do voto

Por Luiz Augusto Erthal


A decisão do Congresso Nacional de adiar as eleições municipais deste ano para os dias 15 e 29 de novembro (primeiro e segundo turnos, respectivamente) ecoou de forma uníssona em Niterói, onde todos os pré-candidatos a prefeito ouvidos pelo TODA PALAVRA concordam a mudança de datas.

As novas datas também correspondem a uma condição levantada por alguns deles, que seria a impropriedade de uma prorrogação de mandatos, caso o adiamento ultrapassasse os limites deste ano. A PEC confirmada na quarta-feira (1o) pela Câmara dos Deputados, depois de ter sido aprovada pelo Senado, deixa aberta a possibilidade de uma dilatação ainda maior do prazo para o pleito em municípios onde a situação sanitária venha a exigir essa medida, mas em princípio não altera os atuais mandatos.

Flávio Serafini (Psol)

Enquanto a sociedade tenta entender e se adaptar ao chamado “novo normal”, as tradições de uma campanha eleitoral como conhecemos ainda não encontraram alternativas correspondentes. Por isso é tão importante haver o adiamento em relação às datas previstas inicialmente para 4 e 25 de outubro, como salienta o pré-candidato do Psol, deputado estadual Flávio Serafini, na esperança de que o amplo debate e o entusiasmo das ruas, contaminadas apenas pelo colorido das propagandas eleitorais - e não pelo novo coronavírus -, possam se repetir novamente este ano.

“A eleição é um momento muito importante para o país e tem que se dar com o menor número possível de restrições. A gente não pode ter uma eleição onde as pessoas não possam panfletar, conversar livremente umas com as outras nas ruas. Jogar para o final de novembro, sem necessidade de estender os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, aproveitando ao máximo esse ano para que a gente fuja do período mais crítico da pandemia, é fundamental”, afirma o parlamentar.

Para Flávio, os números atuais apontam para um “momento crítico” da epidemia no país, o que torna inviável a manutenção do calendário eleitoral, como estava definido. “A gente vê que em muitos lugares a curva ainda está crescendo. Em outros, que iniciaram o processo de flexibilização do isolamento, a gente vê a manutenção de números elevados de casos. Em algumas situações, até de aumento do número de casos após a flexibilização do isolamento social”, argumenta.

Axel Grael (PDT)

Há no adiamento das eleições um ponto de concordância entre os prováveis concorrentes, mas o virtual postulante do PDT, Axel Grael, que deixou o cargo de secretário de Governo do prefeito Rodrigo Neves para ser candidato à sua cadeira, com o apoio do atual ocupante, prefere colocar os médicos e cientistas no centro desse debate.

Para ele, o adiamento “deve ocorrer caso os especialistas da área médica e sanitária consigam diagnosticar que, de fato, teremos um ganho na questão da preservação das vidas humanas no país, uma vez que isso deve ser sempre a prioridade nas tomadas de decisão”.

Todavia, Axel deixou clara a sua disposição para a refrega, seja em que data for:

“Qualquer que seja a decisão, o PDT e seus aliados estarão preparados para fazer a campanha e apresentar suas propostas à população.”

Outros candidatos também demonstram um pouco dessa ansiedade presente nas linhas de largadas.

Bruno Lessa (DEM)

“Estou preparado para debater nossas ideias e propostas para a cidade em qualquer tempo. Acho que esse tem sido um debate contaminado pelos interesses pessoais de cada um. Não tenho preferência especial por data”, externou o vereador Bruno Lessa, pré-candidato do DEM a prefeito.

Porém, Bruno enfatiza que o mais importante nesse momento é o embasamento científico para uma discussão política: “Essa não deve ser uma decisão política, mas de saúde pública. Me parece que os especialistas em saúde têm indicado um breve adiamento da campanha”. E o limite, para ele, também é o final deste ano porque “sou radicalmente contra prorrogação de mandatos.

Felipe Peixoto (PSD)

Fazendo coro com Bruno e Sarafini, o ex-deputado Felipe Peixoto, pré-candidato a prefeito pelo PSD, afirma que “o importante é preservar o prazo dos mandatos sem prorrogação”. Com esse princípio, entende, “a data da eleição não é relevante”. Para ele, “a mudança da data entra na questão recorrente de como se portar diante da pandemia”.

O também ex-deputado Adroaldo Peixoto, já anunciado pela Rede como candidato do partido a prefeito de Niterói, concorda com o entendimento dominante:

Adroaldo Peixoto (Rede)

“Sou favorável ao adiamento. Devemos seguir as orientações da OMS e evitar aglomerações.”

Na mesma linha se posicionou a economista - estreante na política - Juliana Benício, indicada pelo Novo para representar a legenda nas próximas eleições em Niterói:

“É óbvio que aglomerar as pessoas para irem votar é um grande risco à saúde e ao controle da epidemia. Logo, devemos dar mais tempo para o controle da contaminação e

Juliana Benício (Novo)

segurança aos cidadãos que fazem questão de contribuir com a democracia, votando em seus candidatos.”

O tom destoante ficou por conta do pré-candidato a prefeito pelo Podemos, o delegado aposentado da Polícia Federal Antônio Rayol, lançado com o apoio do deputado federal Carlos Jordy (PSC) e da corrente bolsonarista da cidade. Rayol não discordou do adiamento do calendário eleitoral, mas colocou

Antônio Rayol (Podemos)

em dúvidas a lisura das eleições na cidade, seja em que data for:

“Mesmo com essas novas datas, não creio que tenhamos normalidade suficiente para termos eleições justas e limpas. A situação ainda estará anormal, o que só favorece aos que já vêm usando ilicitamente o poder da máquina em campanha antecipada.”


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