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Flu denuncia tramoia de Fla e Ferj em transmissão de TV

Atualizado: Jul 9


Presidente do Flu fez referência à "gatoferj" da Federação de Futebol do Rio de Janeiro como "gatonet"

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, publicou nesta quarta-feira em rede social, horas antes do início do Fla x Flu, críticas contundentes à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). As críticas atingem também o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, pelas manobras junto à Ferj e ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Sob o título sugestivo de “O nascimento da Gatoferj”, em referência a quem furta sinal de transmissão de TV, o presidente tricolor revela manobras "indecentes, sorrateiras, vergonhosas" de um jogo nada limpo nos bastidores do futebol carioca pela transmissão de TV da final da Taça Rio, às 21h30, no Maracanã.


“Uma explicação sobre os fatos destes dois dias ilustra de forma nítida o desmonte do futebol do Rio de Janeiro”, escreveu Mário Bittencourt em sua conta no Facebook. “A Ferj autorizou o Flamengo a transmitir o seu jogo contra o Boavista, dando validade ao direito do mandante; em seguida, a Ferj vai à justiça comum e pede que a Globo transmita o jogo da semifinal e finais, mas informa que o Flamengo está respaldado pela MP que garante o direito do mandante; o Vasco transmite na sua TV o jogo contra o Madureira com anuência da Ferj, que não faz nenhum movimento contrário; a Globo então consegue uma decisão onde em seu entendimento se desobriga de transmitir o jogo, apesar de já ter pago por ele”, prossegue o presidente do Fluminense, que ganhou o sorteio de mandante realizado na Ferj e, consequentemente, também o direito da transmissão, com consentimento da Globo.


Bittencourt relata que o Fluminense teve a autorização da Globo para realizar a transmissão pela Flu TV. Entre o pedido feito pelo Fluminense e a resposta da Globo, porém, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, segundo o dirigente tricolor, procurou o clube e pediu autorização para transmitir o jogo pela Fla TV. Bittencourt vê na atitude de Landim o reconhecimento expresso do direito do Fluminense na transmissão.

Na sequência, o Fluminense confirmou para a Ferj a transmissão da partida pelo canal Flu TV, no Youtube. A Ferj, no entanto exigiu que o clube comprovasse a autorização.


"Diferentemente do que fez com o Vasco, a Ferj exigiu que o clube comprove que foi autorizado. Curiosamente, logo em seguida, publica nota oficial afirmando que o direito segue sendo da Globo por decisão judicial. Em seguida, o procurador do TJD André Valentim, aquele mesmo que no início do ano denunciou o Fluminense por cânticos na arquibancada, propõe medida cautelar requerendo que o presidente do TJD anule o sorteio porque no seu entender, com a Medida Provisória, uma torcida não pode ser obrigada a ver o jogo no canal do time adversário, ou seja, ele destrói em seus argumentos justamente o que prevê a Medida Provisório, com o objetivo claro de dar ao Flamengo um direito que é do Fluminense”.


Na manhã desta quarta, por uma manobra do presidente da Ferj, Rubens Lopes, segundo Bittencourt, o presidente do TJD determinou um sorteio para um novo auditor do próprio TJD julgar o caso.


“Ou seja, de forma nítida, foi obrigado ou pressionado a distribuir o pedido para alguém da confiança do presidente Rubens Lopes”, diz Bittencour e prossegue: “Lá no foro cível, a Ferj defende a posição de mandante do Flamengo, mas na justiça desportiva, terreno usado de forma sorrateira, defende que o mando de campo deve ser dividido entre os clubes quando o Flamengo não é o mandante".

Bittencourt desabafa: “O presidente do TJD solicitou que o Fluminense se manifeste no processo até as 11 horas da manhã, mas nossa manifestação nos autos não teria o mesmo alcance que possui agora (com a divulgação da denúncia em rede social), e mais, nos faria permanecer neste circo vergonhoso armado peo presidente da Federação com o intuito claro de beneficiar um clube em detrimento de outros, aliás, o que vem sendo feito desde o início da competição; desta forma, deixaremos que eles sozinhos terminem o trabalho que estão fazendo, num conluio descarado, rasgando todas as regras da competição e agora também dos direitos de transmissão”.


Sem saber o desfecho do que aconteceria mais tarde, o presidente do Fluminense vaticinou: “Se a negativa do presidente do TJD for mantida, não será feito mais do que o óbvio, post que a medida ajuizada e sorrateira, vergonhosa, teratológica e ilegal. Se for revertida, ficará clara a covardia e o vilipêndio ao direito do Fluminense, bem como será desmascarado todo o sistema que há anos vem dizimando o futebol do Rio de Janeiro”, escreveu.


E continuou: “Agora vamos só observar de "camarote" até onde vai a sordidez e a mesma cara de pau dessa gente que tomou de assalto o futebol mais charmoso do Brasil”. E concluiu: “A Ferj, assim como os que furtam sinais de TV, criou neste episódio a “GATOFERJ”, tentando furtar a transmissão do Fluminense. Lutaremos até o fim pela nossa honra, pela nossa dignidade e pelos nossos direitos”, finalizou Mário Biettencourt.


Decisão do TJD

A "sordidez e a cara de pau" denunciadas pelo presidente tricolor se confirmariam algumas horas depois, já no final do tarde, quatro horas antes do início da partida. O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) autorizou o Flamengo a transmitir a final da Taça Rio na FlaTV.

Algumas horas depois de o Fluminense anunciar que iria processar o Flamengo e pedir indenização na justiça comum caso se confirmasse a transmissão pela Fla TV, o clube rubro-negro anunciou a sua "desistência" de transmitir o jogo pelo seu canal no Youtube. De acordo com última decisão da 10a Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o mandante do jogo é o único que teria o direito à transmissão. Daí a "desistência" do Flamengo.

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